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Mostrando postagens de Maio, 2010

GRANDES ÍDOLOS - DE MARIA

Alexandre De Maria veio do pequeno Independência para o Timão em 1927, e logo se tornou um ídolo. Alto (1,90) para um ponta-esquerda, rolava ao chão a cada petardo que disparava, afim de compensar o desequilibrio. Formou ao lado de Rato a famosa ala esquerda do Timão do final dos anos 20 e início dos anos 30. Foi autor do primeiro gol na Inauguração do Parque São Jorge num amistoso contra o América carioca (2 x 2) em 22/7/1928. Em 1931 embarcou para a Itália para defender a Lazio juntamente com Rato, Del Debbio e Filó. Lá defendeu a Seleção B italiana. Voltou ao Timão em 1935 para encerrar a carreira. Foram 123 jogos, 94 gols, e um tricampeonato 28/29/1930 com a camisa do Corinthians. Faleceu em Santos no dia 17 de março de 1968.
(Foto de 1930. Em pé: Tuffy, Nerino, Grané, Guimarães, Del Debbio e Munhoz. Agachados: Filó, Neco, Peres, Rato e De Maria.)

GRANDES ÍDOLOS - MILANI

Mário Milani, surgiu no início dos anos 40, como o digno substituto de Teleco. A Fama de goleador lhe rendeu o apelido de "Menino de Ouro". Artilheiro do Paulistão de 42 com 24 gols, e do de 1943 com 20 gols. Faturou ao lado de Servílio e Teleco o Campeonato Paulista de 1941 em seu 1º ano . Pelo Timão disputou 129 jogos, e marcou 99 gols alcançando a média de 0,77 gols por partida.Foi artilheiro também do Campeonato Brasileiro de 1942 com 11 gols, atuando pela Seleção Paulista.  Faleceu em Jundiaí no dia 24 de setembro de 2003.


(Campeão Paulista de 1941. Em pé: Jango, Dino, Chico Preto, Brandão, Ciro, Agostinho e o Tec. Del Debbio. Agachados: Tite, Servílio, Teleco, Joane e MILANI)

GRANDES ÍDOLOS - AMILCAR BARBUY

Amilcar Barbuy, ao lado de Neco, foi o primeiro grande ídolo do Timão. Nascido em Rio das Pedras, ainda garoto, veio para São Paulo. Começou atuando no E.C. Galopino, depois passou pelo Belo Horizonte e Botafogo do Bom Retiro, famoso time varzeano da época apelidado de o "Galo da Várzea". Quando o Botafogo foi fechado pela polícia, Amilcar foi procurar um outro clube para jogar. O novato Corinthians acabou sendo o time escolhido. Sua estréia foi no dia 7 de setembro de 1913 na vitória por 2 x 0 sobre o Germânia em jogo válido pelo Paulistão daquele ano. Nesta partida Amilcar marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. Transformado em capitão da equipe, Amilcar logo tratou de trazer dos quadros inferiores um jogador que lá despontava, o jovem Neco. Em 1914 conquista de forma invicta o seu primeiro Campeonato Paulista. Em 1915, como o Timão só disputou alguns jogos amistosos, vários de seus jogadores foram procurar outros clubes para jogar. Amilcar foi um deles ao defen…

CRAQUES DO PASSADO - PAULO PISANESCHI "CARVOEIRO"

Paulo Pisaneschi, ora chamado de "Carvoeiro" por sua profissão, ora por Paulo Tanque, por seu porte avantajado, chegou ao timão em 1954, a tempo de ser campeão paulista do IV centenário. Artilheiro nato, balançou as redes dos adversários por 149 vezes em 258 jogos, colocando-o na nona posição entre os maiores artilheiros da história do Corinthians. Seu gol mais importante foi marcado no último minuto de um clássico contra o Santos (3 x 3) em 3/11/1957, que valeu ao Timão a posse definitiva da Taça dos Invíctos. Faleceu em São Paulo no dia 19 de abril de 1980 aos 49 anos de idade.



GRANDES ÍDOLOS - TUFFY

Tuffy Neujm chegou ao Timão em 1928 para virar uma lenda do gol corintiano. Apelidado de "Satanás" pelo uniforme negro, pelas suas costeletas e por estar as vezes com a baraba por fazer. Foi um dos primeiros goleiros a adotar as luvas. Ao lado de Grané e Del Debbio , o mais famoso trio final da história do clube, faturou o segundo tricampeonato paulista 28/29/30. Disputou 77 partidas.Após encerrar a carreira no Timão, foi proprietário do Cine Penha Teatro. Em 1935, vitimado de uma pneumonia dupla, Tuffy veio a falecer. Como era seu desejo, foi enterrado com a camisa do Corinthians em seu Mausoléu no cemitério São Paulo em Pinheiros.

(Grané, Tuffy e DEl Debbio)



GRANDES ÍDOLOS - HOMERO OPPI

O paulistano Homero Oppi começou sua carreira no Ypiranga, extinto clube da capital paulista.  Em 16 de junho de 1950 participou da inauguração do Estádio do Maracanã jogando pela Seleção Paulista contra a Seleção Carioca. Revelação de seu clube, o zagueiro que exibia um excelente desempenho tanto no jogo rasteiro como no jogo aéreo logo começou a chamar a atenção dos grandes clubes do Brasil, entre eles o Vasco da Gama e o Corinthians.
(No Ypiranga em 1949)
Em 1951 era contratado pelo Timão. Sua estréia com a camisa alvinegra em 24 de fevereiro foi justamente contra o Vasco da Gama, clube com o qual o Timão disputou seu passe. O jogo realizado no então jovem Maracanã, valia pelo Torneio Rio-São Paulo e terminou em 3 x 4 para o Corinthians.  Em seu primeiro ano de clube, teve que disputar a vaga de titular com o ótimo zagueiro Murilo, que acabou vencendo a disputa. em junho 1952 após a lesão do titular Murilo diante dos uruguaios do Peñarol, assumiu a posição e a manteve por muitos an…

GRANDES ÍDOLOS - GOIANO

Para muitos que o viram jogar, Washington da Silva Guimarães, o Goiano, foi o maior zagueiro da história do Corinthians. Goiano chegou ao Timão em 1952 por indicação de um ex-jogador do próprio Corinthians, o ex-meia-esquerda Eduardinho, que o viu se destacando no time do Linense da cidade de Lins no interior do Estado de São Paulo.  Sua estréia foi na goleada por 5 x 0 contra o Bangu em jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo de 1952. Dono de uma raça incomum, e excelente marcador,  Goiano estava sempre disposto a dar o sangue pelo time, e quando preciso, também agir como guarda-costas de seu colega de time Luizinho, que constantemente tirava do sério seus adversários com dribles desconcertantes e provocações, e tinha que se esconder atrás do gigante zagueiro. Apesar de ser defensor, Goiano gostava também de marcar seus gols. No total foram 22, marca invejável para zagueiros naquela época. Ao lado de Idário e Roberto Belangero, formou a famosa linha média do time alvinegro dos anos 5…

GRANDES ÍDOLOS - ORECO

Considerados por muitos como o maior lateral-esquerdo da história do futebol brasielrio depois de Nilton Santos, Valdemar Rodrigues Martins disputou 404 jogos durante 8 anos pelo Timão. Foi um dos 2 corintianos Campeão do Mundo em 1958 pela Seleção Brasileira ao lado do Goleiro Gylmar. Não ganhou nenhum título pelo Corinthians, mas ajudou na conquista definitiva da Taça dos Invictos em 1957. Faleceu em 3 de abril de 1985, após passar mal durante uma partida de Masters.



GRANDES ÍDOLOS - RAFAEL CHIARELLA

Durante muito tempo, Rafael Chiarella Neto foi o menino de ouro do Parque São Jorge. Alto, magro e com ótima visão de jogo, Rafael veio logo a se destacar no Campeonato Paulista de 1954, inclusive chegando a ocupar o lugar do artilheiro Carbone. Ajudado pelo jogador Nardo, Rafael foi levado para fazer um teste no Corinthians por volta dos 16 anos, após tentar sem sucesso jogar no Palmeiras, seu time de coração na época. Aprovado pela comissão técnica a jovem promessa que já desfilava toda sua categoria nos rachinhas no Parque D.Pedro II jogando pelo São Vito FC, clube que ajudou a fundar, começou a treinar nas  categorias de base Sua estréia entre os profissionais foi em 12 de julho de 1953 contra a Linense em jogo válido pelo Torneio Início daquele ano. Seu primeiro gol foi marcado contra o São Paulo na vitória por 3 x 1 em 25 de outubro de 1953, que valeu a Taça Prefeitura Municipal de São Paulo. Com a camisa alvinegra disputou 456 jogos e marcou 113 gols e conquistou os títulos do…

GRANDES ÍDOLOS - OLAVO

Um dos melhores zagueiros da história do Timão, Olavo Martins de Oliveira começou sua trajetória  no clube no ano de 1952. Simbolo de bravura e determinação, torno-se capitão da equipe a partir da despedida de Claudio em 1958. Era também o cobrador oficial de penaltis da equipe, maneira que marcou todos os seus 17 gols . Estabeleceu o primeiro recorde de partidas de campeonato seguidas pelo Timão. Disputou 514 jogos  em 9 anos ( 1952-1961).  Faleceu no dia 12 de março de 2004 na cidade de Santos.

GRANDES ÍDOLOS - DEL DEBBIO

Del Debbio nasceu em Santos na Ponta da Praia. Ainda jovem, mudou-se para São Paulo com a família. Quando estava no Colégio Coração de Jesus, participava das pelada que eram organizadas no pátio da escola, atuando como ponteiro direito. Como jogava um bolão, foi convidado  a defender o São Bento da Vila Mariana, e foi lá que o pai do veterano Aparício o convidou a treinar no infantil do Corinthians, cujo campo era na Ponte Grande junto ao Tiête. Como sua família era toda palestrina, a notícia de que estava treinando no Corinthians caiu como uma bomba. Seu pai, o velho Angelo, não se conformava com seu filho vestindo a camisa do arquirrival. Com 17 anos de idade, Del Debbio foi promovido ao 2º quadro onde fez apenas 2 jogos. Em 1922 estreou no time principal num dificílimo jogo contra o "bicho papão" da época, o Paulistano de Netinho, Formiga, Clodoaldo, Barthô e Friedreich. E coube a Del Debbio marca-lo. Resultado: 2 x 0 para o Timão Ao lado do Goleiro Tuffy, e do zagueiro Gra…

GRANDES ÍDOLOS - CARBONE

Emérito goleador, Rodolfo Carbone teve uma ascenção meteórica quando chegou ao Timão nos idos de 1951. Naquele mesmo ano, foi artilheiro do Campeonato Paulista com 30 gols. Foi o principal destaque de uma linha (Claúdio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Mário) que chegou a marcar 103 gols em 30 jogos no Paulistão de 51. Jogou 233 partidas, e marcou 134 gols. Em 1957 foi para o Botafogo de Ribeirão Preto. Faleceu em 26 de maio de 2008 aos 80 anos




GRANDES ÍDOLOS - IDÁRIO

Chamado de "Sangue Azul", o Lateral-direito Idário Sanches Peinado teve identificação imediata com a Fiel, logo que subiu dos aspirantes em 1949. Dono de uma raça e valentia incomum, Idário conseguia vencer duelos contra jogadores tecnicamente superiores ( Canhoteiro do São Paulo e Rodrigues do Palmeiras). Para não ficar de fora da final do Paulista de 51, Idário escondeu feridas enormes em suas pernas que teimavam em não cicatrizar. Idário disputou 475 jogos pelo Timão durante o período de 1949 a 1959. Faleceu em Santo no dia 18 de setembro de 2009.







GRANDES ÍDOLOS - GYLMAR DOS SANTO NEVES

Aos 16 anos, Gylmar tentou treinar no Santos FC, mas foi rejeitado. Desgostoso acabou indo ao  Time dos Portuários, Clube das Docas de Santos, mas antes mesmo que começasse, foi chamado para treinar no Hespanha, atual Jabaquara pelo técnico e descobridor de talentos Arnaldo de Oliveira, conhecido como "Papa". Em 1950, após completar o serviço militar, e com a contusão do titular Mauro é promovido pelo técnico Renganeschi ao time principal do Jabaquara. Em sua partida de estréia, contra o São Paulo, Gylmar foi o destaque positivo do jogo, apesar do placar ter sido favorável ao adversário em 5 x 1. Em 1951, o então Presidente corinthiano Alfredo Trindade desceu a serra em busca de reforços. O alvo era o centromédio Ciciá, craque do Jabaquara. Como a pedida pelo jogador era considerada alta, o Presidente corinthiano, já sabendo da qualidade do jovem goleiro, e necessidade de colocar uma sombra aos titulares da posição, exigiu que Gylmar fosse incluído no pacote para que a nego…

GRANDES ÍDOLOS - FILÓ

Tricampeão Paulista pelo Timão, Amphilóquio Marques chegou ao Timão em 1929, a tempo de ser Campeão Paulista daquele ano. Bicampeão no ano seguinte, Filó participa da debandada geral rumo à Lazio, de Roma, junto com Del Débbio, Rato e De Maria. Na Itália, Filó defendeu a Azzurra na Copa de 1934, tornando-se o primeiro brasileiro, ao lado de Orlando Fantoni a ser Campeão do Mundo. De volta ao Brasil em 1937, Filó escolhe o Timão para encerrar a carreira, com mais um título Paulista, o primeiro do clube na era profissional. Faleceu em São Paulo no dia 8 de junho de 1974.

GRANDES ÍDOLOS - ROBERTO BELANGERO

Para muitos que o viram jogar, foi o maior centromédio (hoje volante) da história do clube. Chegou a ser titular da Seleção Brasileira durante as eliminatórias da Copa do Mundo de 1958, mas devido à contusões, acabou ficando de fora. Segundo Nilton Santos, Roberto teria sido  um dos jogadores que mais bonito batia na bola. Disputou 453 jogos nos 13 anos que serviu a equipe profissional do Corinthians. Faleceu em São Paulo no dia 30 de outubro de 1996.

GRANDES ÍDOLOS - BALTAZAR

O santista Oswaldo Silva, começou sua carreira em 1942 no Flamengo da Baixada Santista. Devido a sua semelhança com seu irmão Baltazar, que também era jogador de futebol, começou a ser chamado também de "Baltazar", apelido que acabou ficando, e do qual faria fama no futebol. Em 1944 assinou seu primeiro contrato profissional com o time do Jabaquara de Santos. No "Jabuca" como era conhecido o Jabaquara, Baltazar começou a fazer seus gols e a se destacar, fato que chegou aos ouvidos da Diretoria Corinthiana, que prontamente se interessou pelo  jovem atacante. Em 1945 chega ao Corinthians. Estreou com a camisa alvinegra justamente contra seu ex-clube no dia 15 de novembro de 1945. O jogo acabou em 5 x 5. Seu primeiro gol aconteceu na partida seguinte contra o Bahia em Salvador. De início, Baltazar foi aproveitado como meia-direita, já que no comando do ataque estava ninguém menos do que o "Bailarino" Servílio" . Em 1950 , já atuando como centroavante, …

GRANDES ÍDOLOS - CLAÚDIO CHRISTÓVAM

Maior artilheiro da história do Timão com 306 gols em 554 jogos, o santista Claúdio Christovam de Pinho, iniciou sua carreira no Santos FC em 1940. Em 1942 foi jogar no Palestra Itália (Atual Palmeiras). Em 1943 estava de volta ao Santos, pois sua timidez o atrapalhou na adaptação em São Paulo.  Sua história no Corinthians começa em 1945, mais precisamente no dia 14 de março, quando faz sua estréia. Nessa primeira partida com a camisa alvinegra, Claúdio não marcou nenhum gol. Seu primeiro gol saiu no jogo seguinte no empate em 1 x 1 contra o Palmeiras. Líder nato, logo se transformou em capitão de equipe. Graças a essa característica de comandar e orientar a equipe dentro do campo que ganhou o apelido de "Gerente". Em 1950, no auge de sua forma, foi preterido pelo Técnico Flávio Costa na convocação da Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo no Brasil. Voltando a realidade do Timão, Claúdio viveu a era de ouro da equipe  no início dos anos 50 quando ganhou quase tu…

GRANDES ÍDOLOS - TELECO

Teleco foi descoberto pelo Timão em 1934 quando jogava pela seleção de seu estado - o Paraná. Durante os 10 anos que jogou no Timão, Teleco participou de 266 jogos, e assinalou 254 gols, alcançando um média de 0,95 gols po partida, média superior a de Pelé. É até hoje, o corintiano mais vezes artilheiro do Campeonato Paulista - 5 vezes. Embora marcasse gols de todas as maneiras, sua jogada favorita, e mortal para os adversários era a virada, em que ele, de costas para o gol, girava o corpo rapidamente no ar para golpear a bola. Foi Campeão paulista em 1937,1938,1939 e 1941. Após encerrar a carreira, trabalhou no Timão, sendo o responsável pela sala de troféus de 1967 até 1991. Faleceu em Osasco no dia 22 de julho de 2000.







GRANDES ÍDOLOS - MANUEL NUNES "NECO"

O paulistano Manoel Nunes foi o primeiro grande ídolo da história corinthiana. Nascido em 1895 na mesma rua José Paulino localizada no Bairro do Bom Retiro onde o Timão foi fundado em 1910, Neco, como ficou conhecido, começou sua trajetória no Corinthians em 1911, jogando no terceiro quadro do time. Em outubro de 1913, a pedido de Amilcar Barbuy, capitão do quadro principal, foi escalado para fazer sua estréia na equipe.
Em sua segunda partida, mostrou seu faro de artilheiro ao marcar 3 vezes na goleada de 0 x 6 sobre o Lusitano em jogo realizado no Parque Antárctica em 12 de abril de 1914, e valendo pelo Paulistão daquele ano.
Estava dado o pontapé inicial na vitoriosa e folclórica carreira de Neco no Corinthians. Nesse mesmo , além de sagrar-se artilheiro do campeonato com 12 gols, conquista também  seu 1º título Paulista.
Em 1915, como o Timão não participaria de nenhum campeonato, acabou sendo emprestado para defender o Mackenzie.
Nesse ano, o Corinthians passou por grandes dific…