sexta-feira, 28 de maio de 2010

GRANDES ÍDOLOS - DE MARIA

Alexandre De Maria veio do pequeno Independência para o Timão em 1927, e logo se tornou um ídolo. Alto (1,90) para um ponta-esquerda, rolava ao chão a cada petardo que disparava, afim de compensar o desequilibrio. Formou ao lado de Rato a famosa ala esquerda do Timão do final dos anos 20 e início dos anos 30. Foi autor do primeiro gol na Inauguração do Parque São Jorge num amistoso contra o América carioca (2 x 2) em 22/7/1928. Em 1931 embarcou para a Itália para defender a Lazio juntamente com Rato, Del Debbio e Filó. Lá defendeu a Seleção B italiana. Voltou ao Timão em 1935 para encerrar a carreira. Foram 123 jogos, 94 gols, e um tricampeonato 28/29/1930 com a camisa do Corinthians. Faleceu em Santos no dia 17 de março de 1968.

(Foto de 1930. Em pé: Tuffy, Nerino, Grané, Guimarães, Del Debbio e Munhoz. Agachados: Filó, Neco, Peres, Rato e De Maria.)

GRANDES ÍDOLOS - MILANI



Mário Milani, surgiu no início dos anos 40, como o digno substituto de Teleco. A Fama de goleador lhe rendeu o apelido de "Menino de Ouro". Artilheiro do Paulistão de 42 com 24 gols, e do de 1943 com 20 gols. Faturou ao lado de Servílio e Teleco o Campeonato Paulista de 1941 em seu 1º ano . Pelo Timão disputou 129 jogos, e marcou 99 gols alcançando a média de 0,77 gols por partida.Foi artilheiro também do Campeonato Brasileiro de 1942 com 11 gols, atuando pela Seleção Paulista.  Faleceu em Jundiaí no dia 24 de setembro de 2003.



(Campeão Paulista de 1941. Em pé: Jango, Dino, Chico Preto, Brandão, Ciro, Agostinho e o Tec. Del Debbio. Agachados: Tite, Servílio, Teleco, Joane e MILANI)

GRANDES ÍDOLOS - AMILCAR BARBUY

Amilcar Barbuy, ao lado de Neco, foi o primeiro grande ídolo do Timão. Nascido em Rio das Pedras, ainda garoto, veio para São Paulo. Começou atuando no E.C. Galopino, depois passou pelo Belo Horizonte e Botafogo do Bom Retiro, famoso time varzeano da época apelidado de o "Galo da Várzea". Quando o Botafogo foi fechado pela polícia, Amilcar foi procurar um outro clube para jogar.
O novato Corinthians acabou sendo o time escolhido. Sua estréia foi no dia 7 de setembro de 1913 na vitória por 2 x 0 sobre o Germânia em jogo válido pelo Paulistão daquele ano. Nesta partida Amilcar marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra.
Transformado em capitão da equipe, Amilcar logo tratou de trazer dos quadros inferiores um jogador que lá despontava, o jovem Neco.
Em 1914 conquista de forma invicta o seu primeiro Campeonato Paulista.
Em 1915, como o Timão só disputou alguns jogos amistosos, vários de seus jogadores foram procurar outros clubes para jogar. Amilcar foi um deles ao defender o recém criado time do Palestra Itália em seu jogo inaugural no més de janeiro contra o Savóia time do interior paulista.
Em 1916 já de volta ao Corinthians fatura seu segundo título do Paulistão.
Nesse mesmo ano é convocado pela primeira vez para servir a Seleção Brasileira no Sul-americano da Argentina.
Em 1918 deixa de atuar como atacante, e passa a jogar na posição de centromédio, posição da qual ganharia fama.
Em 1918, ao lado de outros jogadores colaborou na construção do primeiro estádio do time localizado na Ponte Grande.
Em 1919 conquista com a Seleção Brasileira o Sul-americano jogando ao lado de Neco .
Em 1922 conquista seu 3º Paulistão, agora o do Centenário da Independência, e o Bicampeonato Sul-americano com a Seleção Brasileira.
Em 1923 conquista seu 4º e último Paulistão com o manto alvinegro.
Em 1924, após desentendimento com diretores do clube  que tiraram a concessão do bar que seu avô tinha dentro do estádio, vai jogar no rival Palestra Itália, clube que já era sócio desde sua fundação por ser um oriundi. italiano.
No Palestra conquistou o Bicampeonato Paulista de 1926/1927.
Em 1931 vai para a Itália trabalhar como técnico do time da Lázio, que era composta basicamente por jogadores brasileiros.
Quando retornou ao Brasil treinou alguns clubes, inclusive o Corinthians em 3 oportunidades - 1934/1935, 1937 e 1943.
Como é de costume da diretoria corinthiana esquecer e abandonar seus ídolos, com Amilcar não poderia ser diferente. Segundo seu filho, Amilcar  que faleceu em 1965, morreu magoado com o clube que tantas glórias deu, tendo sido inclusive enterrado com a camisa do Palmeiras clube que também defendeu, e o valorizou em vida.
 Para alguns veteranos que sobreviveram para fazer a comparação, Amilcar foi somente inferior a Pelé.




CRAQUES DO PASSADO - PAULO PISANESCHI "CARVOEIRO"

Paulo Pisaneschi, ora chamado de "Carvoeiro" por sua profissão, ora por Paulo Tanque, por seu porte avantajado, chegou ao timão em 1954, a tempo de ser campeão paulista do IV centenário. Artilheiro nato, balançou as redes dos adversários por 149 vezes em 258 jogos, colocando-o na nona posição entre os maiores artilheiros da história do Corinthians. Seu gol mais importante foi marcado no último minuto de um clássico contra o Santos (3 x 3) em 3/11/1957, que valeu ao Timão a posse definitiva da Taça dos Invíctos. Faleceu em São Paulo no dia 19 de abril de 1980 aos 49 anos de idade.




GRANDES ÍDOLOS - TUFFY

Tuffy Neujm chegou ao Timão em 1928 para virar uma lenda do gol corintiano. Apelidado de "Satanás" pelo uniforme negro, pelas suas costeletas e por estar as vezes com a baraba por fazer. Foi um dos primeiros goleiros a adotar as luvas. Ao lado de Grané e Del Debbio , o mais famoso trio final da história do clube, faturou o segundo tricampeonato paulista 28/29/30. Disputou 77 partidas.Após encerrar a carreira no Timão, foi proprietário do Cine Penha Teatro. Em 1935, vitimado de uma pneumonia dupla, Tuffy veio a falecer. Como era seu desejo, foi enterrado com a camisa do Corinthians em seu Mausoléu no cemitério São Paulo em Pinheiros.


(Grané, Tuffy e DEl Debbio)




GRANDES ÍDOLOS - HOMERO OPPI



O paulistano Homero Oppi começou sua carreira no Ypiranga, extinto clube da capital paulista.
 Em 16 de junho de 1950 participou da inauguração do Estádio do Maracanã jogando pela Seleção Paulista contra a Seleção Carioca. Revelação de seu clube, o zagueiro que exibia um excelente desempenho tanto no jogo rasteiro como no jogo aéreo logo começou a chamar a atenção dos grandes clubes do Brasil, entre eles o Vasco da Gama e o Corinthians.

(No Ypiranga em 1949)

Em 1951 era contratado pelo Timão. Sua estréia com a camisa alvinegra em 24 de fevereiro foi justamente contra o Vasco da Gama, clube com o qual o Timão disputou seu passe. O jogo realizado no então jovem Maracanã, valia pelo Torneio Rio-São Paulo e terminou em 3 x 4 para o Corinthians.  Em seu primeiro ano de clube, teve que disputar a vaga de titular com o ótimo zagueiro Murilo, que acabou vencendo a disputa. em junho 1952 após a lesão do titular Murilo diante dos uruguaios do Peñarol, assumiu a posição e a manteve por muitos anos. Sua última partida com a camisa alvinegra ocorreu em  3 de setembro de 1958 na vitória de 1 x 0 sobre a Ferroviária de Araraquara. Homero disputou disputou 237 jogos e conquistou 3 Paulistões, 2 Torneios Rio-São Paulo e a Pequena Taça do Mundo em 1953 na Venezuela. 


Em 1959 vai jogar no Juventus da Moóca, onde encerraria sua carreira no final de 1961.  Homero faleceu em São Paulo no dia 18 de dezembro de 2002 aos 74 anos.

(Em 1959 no Juventus)


(Homero, Cabeção e Rosalém)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

GRANDES ÍDOLOS - GOIANO

Para muitos que o viram jogar, Washington da Silva Guimarães, o Goiano, foi o maior zagueiro da história do Corinthians. Goiano chegou ao Timão em 1952 por indicação de um ex-jogador do próprio Corinthians, o ex-meia-esquerda Eduardinho, que o viu se destacando no time do Linense da cidade de Lins no interior do Estado de São Paulo.  Sua estréia foi na goleada por 5 x 0 contra o Bangu em jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo de 1952. Dono de uma raça incomum, e excelente marcador,  Goiano estava sempre disposto a dar o sangue pelo time, e quando preciso, também agir como guarda-costas de seu colega de time Luizinho, que constantemente tirava do sério seus adversários com dribles desconcertantes e provocações, e tinha que se esconder atrás do gigante zagueiro. Apesar de ser defensor, Goiano gostava também de marcar seus gols. No total foram 22, marca invejável para zagueiros naquela época. Ao lado de Idário e Roberto Belangero, formou a famosa linha média do time alvinegro dos anos 50. Conquistou os títulos paulista de 1952 e 1954, além dos Torneios Rio-São Paulo de 1953/1954 e a Pequena Taça do Mundo na Venezuela em 1953, inclusive marcando o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Barcelona da Espanha. Ao todo foram 300 jogos em 7 anos de clube. Em 27 de setembro de 1959 fez sua última partida com a camisa alvinegra.  Goiano faleceu em São Paulo no dia 25 de outubro de 2003 aos 75 anos de idade.


GRANDES ÍDOLOS - ORECO

Considerados por muitos como o maior lateral-esquerdo da história do futebol brasielrio depois de Nilton Santos, Valdemar Rodrigues Martins disputou 404 jogos durante 8 anos pelo Timão. Foi um dos 2 corintianos Campeão do Mundo em 1958 pela Seleção Brasileira ao lado do Goleiro Gylmar. Não ganhou nenhum título pelo Corinthians, mas ajudou na conquista definitiva da Taça dos Invictos em 1957. Faleceu em 3 de abril de 1985, após passar mal durante uma partida de Masters.




GRANDES ÍDOLOS - RAFAEL CHIARELLA


Durante muito tempo, Rafael Chiarella Neto foi o menino de ouro do Parque São Jorge. Alto, magro e com ótima visão de jogo, Rafael veio logo a se destacar no Campeonato Paulista de 1954, inclusive chegando a ocupar o lugar do artilheiro Carbone. Ajudado pelo jogador Nardo, Rafael foi levado para fazer um teste no Corinthians por volta dos 16 anos, após tentar sem sucesso jogar no Palmeiras, seu time de coração na época. Aprovado pela comissão técnica a jovem promessa que já desfilava toda sua categoria nos rachinhas no Parque D.Pedro II jogando pelo São Vito FC, clube que ajudou a fundar, começou a treinar nas  categorias de base Sua estréia entre os profissionais foi em 12 de julho de 1953 contra a Linense em jogo válido pelo Torneio Início daquele ano. Seu primeiro gol foi marcado contra o São Paulo na vitória por 3 x 1 em 25 de outubro de 1953, que valeu a Taça Prefeitura Municipal de São Paulo. Com a camisa alvinegra disputou 456 jogos e marcou 113 gols e conquistou os títulos do Paulistão e do Torneio Rio-São Paulo, ambos em 1954. Em 1964 com a chegada do treinador Paulo Amaral, as coisas começaram a complicar. Rafael que morria de medo de viajar de avião, e que já havia acordado uma clausula em seu contrato junto a presidência do clube que o desobrigava de participar de viagens aéreas, acabou afastado do time pelo treinador, que insistia em coloca-lo dentro de uma aeronave. Tal fato fez com que o jogador pedisse a rescisão de seu contrato , indo em seguida para o Juventus da Moóca. Apesar de ser abstêmio, ironicamente faleceu  vitimado de cirrose em 27 de outubro de 1980 aos 45 anos.
No dia de seu sepultamento, perto de mil pessoas foram dar seu último adeus ao craque. Vários companheiros, dirigentes e ex-jogadores estiveram presentes na cerimônia, entre eles Vicente Matheus, Wadih Hellu, Roberto Roth, Gambinha, Gilmar, Marcos, Idário, Goiano, Alan,  Olavo, Higino, Guimarães, Colombo, Carbone, Nardo, Julião, Paulo, Valdir, Geraldo José ,etc




GRANDES ÍDOLOS - OLAVO

Um dos melhores zagueiros da história do Timão, Olavo Martins de Oliveira começou sua trajetória  no clube no ano de 1952. Simbolo de bravura e determinação, torno-se capitão da equipe a partir da despedida de Claudio em 1958. Era também o cobrador oficial de penaltis da equipe, maneira que marcou todos os seus 17 gols . Estabeleceu o primeiro recorde de partidas de campeonato seguidas pelo Timão. Disputou 514 jogos  em 9 anos ( 1952-1961).  Faleceu no dia 12 de março de 2004 na cidade de Santos.

GRANDES ÍDOLOS - DEL DEBBIO

Del Debbio nasceu em Santos na Ponta da Praia. Ainda jovem, mudou-se para São Paulo com a família. Quando estava no Colégio Coração de Jesus, participava das pelada que eram organizadas no pátio da escola, atuando como ponteiro direito. Como jogava um bolão, foi convidado  a defender o São Bento da Vila Mariana, e foi lá que o pai do veterano Aparício o convidou a treinar no infantil do Corinthians, cujo campo era na Ponte Grande junto ao Tiête.
Como sua família era toda palestrina, a notícia de que estava treinando no Corinthians caiu como uma bomba. Seu pai, o velho Angelo, não se conformava com seu filho vestindo a camisa do arquirrival. Com 17 anos de idade, Del Debbio foi promovido ao 2º quadro onde fez apenas 2 jogos. Em 1922 estreou no time principal num dificílimo jogo contra o "bicho papão" da época, o Paulistano de Netinho, Formiga, Clodoaldo, Barthô e Friedreich. E coube a Del Debbio marca-lo. Resultado: 2 x 0 para o Timão
Ao lado do Goleiro Tuffy, e do zagueiro Grané, Armando Del Debbio formou o mais famoso trio final da história do Timão. Dele se dizia que jamais jogou mal uma partida. 2 vezes Tricampeão Paulista (1922,1923,1924,1928,1929 e 1930) Em 1931 Del Debbio foi defender a Lázio. Em 1935 quando retornou ao Brasil ficou uns tempos parado.  De volta, jogou 4 das 14 partidas que deram ao Timão o primeiro título da era profissional em 1937. Em 1939, já como técnico do Timão, DelDebbio teve que voltar a campo como jogador em uma partida pelo Campeonato Paulista contra o Ypiranga, sendo considerado por isso, Campeão Paulista de 1939. Como jogador, é o recordista de títulos paulistas pelo timão - 8 vezes. Como Técnico, é ao lado de Guido Giacominelli também o maior vencedor de Campeonatos Paulistas  - 3 vezes . Faleceu em São Paulo no dia 8 de maio de 1984.

(Grané, Tuffy e Del Debbio)

(Del Debbio, Zé Maria e Carbone)



GRANDES ÍDOLOS - CARBONE



Emérito goleador, Rodolfo Carbone teve uma ascenção meteórica quando chegou ao Timão nos idos de 1951. Naquele mesmo ano, foi artilheiro do Campeonato Paulista com 30 gols. Foi o principal destaque de uma linha (Claúdio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Mário) que chegou a marcar 103 gols em 30 jogos no Paulistão de 51. Jogou 233 partidas, e marcou 134 gols. Em 1957 foi para o Botafogo de Ribeirão Preto. Faleceu em 26 de maio de 2008 aos 80 anos





GRANDES ÍDOLOS - IDÁRIO



Chamado de "Sangue Azul", o Lateral-direito Idário Sanches Peinado teve identificação imediata com a Fiel, logo que subiu dos aspirantes em 1949. Dono de uma raça e valentia incomum, Idário conseguia vencer duelos contra jogadores tecnicamente superiores ( Canhoteiro do São Paulo e Rodrigues do Palmeiras). Para não ficar de fora da final do Paulista de 51, Idário escondeu feridas enormes em suas pernas que teimavam em não cicatrizar. Idário disputou 475 jogos pelo Timão durante o período de 1949 a 1959. Faleceu em Santo no dia 18 de setembro de 2009.








GRANDES ÍDOLOS - GYLMAR DOS SANTO NEVES


Aos 16 anos, Gylmar tentou treinar no Santos FC, mas foi rejeitado. Desgostoso acabou indo ao  Time dos Portuários, Clube das Docas de Santos, mas antes mesmo que começasse, foi chamado para treinar no Hespanha, atual Jabaquara pelo técnico e descobridor de talentos Arnaldo de Oliveira, conhecido como "Papa".
Em 1950, após completar o serviço militar, e com a contusão do titular Mauro é promovido pelo técnico Renganeschi ao time principal do Jabaquara.
Em sua partida de estréia, contra o São Paulo, Gylmar foi o destaque positivo do jogo, apesar do placar ter sido favorável ao adversário em 5 x 1.
Em 1951, o então Presidente corinthiano Alfredo Trindade desceu a serra em busca de reforços. O alvo era o centromédio Ciciá, craque do Jabaquara. Como a pedida pelo jogador era considerada alta, o Presidente corinthiano, já sabendo da qualidade do jovem goleiro, e necessidade de colocar uma sombra aos titulares da posição, exigiu que Gylmar fosse incluído no pacote para que a negociação fosse sacramentada.
Negócio fechado, Gylmar seguiu rumo ao Parque São Jorge, onde disputaria a posição com os goleiros Cabeção e Bino.
Em seu primeiro ano, pouco jogou, e em uma delas,  foi na goleada de 7 x 1 para a Portuguesa de Desportos,  base da Seleção Paulista, e que contava com um ataque de respeito formado por Julinho Botelho, Nininho, Renato, Pinga e Simão. Enfurecida, a torcida procurou um culpado, e o novato goleiro Gylmar acabou levando todo o fardo nas costas sozinho. A diretoria do clube, nem se preocupou em preservar a imagem do jovem goleiro, e levianamente colocou ainda mais lenha na fogueira ao levantar a hipótese de suborno, fato desmentido tanto pelo goleiro como pelos próprios dirigentes da Portuguesa que além de negarem o fato, se ofereceram para comprar o passe do jogador.
Após esse triste episódio, Gylmar ficou afastado por 5 meses. Nesse período Gylmar chegou a declarar " A moral de um homem está acima de qualquer oferta. Jamais teria aceitado um benefício que prejudicasse meus outros dez companheiros" O Técnico José Castelli, o mesmo que o havia afastado, resolveu lhe dar nova oportunidade, e uma sequência maior de jogo, para que Gylmar pudesse mostrar novamente todo seu potencial.
Em  janeiro de1953, agora titular absoluto, conquista seu segundo título, o Campeonato Paulista de 1952.
Sua performance logo desperta a atenção do Técnico da Seleção Zezé Moreira, que o decide convocar para a Copa do Mundo de 1954, mas uma contusão o impede de ir. Em seu lugar vai Cabeção, goleiro também do Corinthians
Em fevereiro de 1955 conquistaria seu principal título com a camisa corinthiana, o de Campeão Paulista do IV Centenário da Cidade de São Paulo de 1954.
Em 1955 é convocado para defender a Seleção Brasileira no Sul-americano do Uruguai.
Em 1958 conquista sua primeira Copa do Mundo na Suécia com a Seleção Brasileira.
Em 1961, após desentendimentos com a Diretoria corinthiana, Gylmar transfere-se para o Santos de Pelé e cia.
Em 1962 conquistaria o Bicampeonato no Chile. Nesse mesmo ano conquistaria seu 1º Mundial Interclubes com o time da Vila Belmiro. Repetiria a dose no ano seguinte.
Em 1966 na Inglaterra, disputa sua 3º Copa do Mundo, mas afunda junto com o Selecionado Nacional.
Em 1966 recebe o Troféu Belfort Duarte  ( Prêmio dado aos atletas mais disciplinados na carreira) por passar 10 anos sem ser expulso. Aliás, Gylmar leva em seu currículo a invejável marca de ter sido expulso apenas 2 vezes em 20 anos de carreira.
Em 1969 encerra sua carreira de jogador.
 Gylmar defendeu o Timão em 395 jogos no período de  1951 a 1961. Conquistou 3 Campeonatos Paulistas e 2 Torneios Rio-São Paulo.
Pelo Santos conquistou 5 Campeonatos Paulista, 3 Torneios Rio-São Paulo, 1 Robertão, 4 Taças do Brasil, 1 Recopa,   2 Libertadores, e 2 Mundiais Interclubes.
Pela Seleção Brasileira disputou 103 partidas e conquistou  2 Copas do Mundo 1958/1962.
Em 2000 sofreu um AVC, que o deixou com severas sequelas motoras.
Em 2011 foi homenageado na Calçada da Fama do Corinthians, onde perpetuou as marcas de suas mãos .
Faleceu no dia 25 de agosto de 2013 aos 83 anos em São Paulo .






(Gylmar com o jovem Pelé em 1958)


(Em 2012 sendo homenageado pelo ex-Presidente do Corinthians Andrés Sanches)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

GRANDES ÍDOLOS - FILÓ

Tricampeão Paulista pelo Timão, Amphilóquio Marques chegou ao Timão em 1929, a tempo de ser Campeão Paulista daquele ano. Bicampeão no ano seguinte, Filó participa da debandada geral rumo à Lazio, de Roma, junto com Del Débbio, Rato e De Maria. Na Itália, Filó defendeu a Azzurra na Copa de 1934, tornando-se o primeiro brasileiro, ao lado de Orlando Fantoni a ser Campeão do Mundo. De volta ao Brasil em 1937, Filó escolhe o Timão para encerrar a carreira, com mais um título Paulista, o primeiro do clube na era profissional. Faleceu em São Paulo no dia 8 de junho de 1974.

GRANDES ÍDOLOS - ROBERTO BELANGERO

Para muitos que o viram jogar, foi o maior centromédio (hoje volante) da história do clube. Chegou a ser titular da Seleção Brasileira durante as eliminatórias da Copa do Mundo de 1958, mas devido à contusões, acabou ficando de fora. Segundo Nilton Santos, Roberto teria sido  um dos jogadores que mais bonito batia na bola. Disputou 453 jogos nos 13 anos que serviu a equipe profissional do Corinthians. Faleceu em São Paulo no dia 30 de outubro de 1996.

GRANDES ÍDOLOS - BALTAZAR

O santista Oswaldo Silva, começou sua carreira em 1942 no Flamengo da Baixada Santista. Devido a sua semelhança com seu irmão Baltazar, que também era jogador de futebol, começou a ser chamado também de "Baltazar", apelido que acabou ficando, e do qual faria fama no futebol. Em 1944 assinou seu primeiro contrato profissional com o time do Jabaquara de Santos. No "Jabuca" como era conhecido o Jabaquara, Baltazar começou a fazer seus gols e a se destacar, fato que chegou aos ouvidos da Diretoria Corinthiana, que prontamente se interessou pelo  jovem atacante. Em 1945 chega ao Corinthians. Estreou com a camisa alvinegra justamente contra seu ex-clube no dia 15 de novembro de 1945. O jogo acabou em 5 x 5. Seu primeiro gol aconteceu na partida seguinte contra o Bahia em Salvador. De início, Baltazar foi aproveitado como meia-direita, já que no comando do ataque estava ninguém menos do que o "Bailarino" Servílio" . Em 1950 , já atuando como centroavante, conquista seu primeiro título com a camisa corinthiana, o Torneio Rio-São Paulo.Nesse mesmo ano é convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo que se realizaria no Brasil. Jogou 2 partidas e marcou 2 gols. Em 1951 conquista seu primeiro Paulistão marcando 25 gols. Em 1952 repete a dose e conquista o Bicampeonato Paulista, além da artilharia do Torneio com 27 gols. Ainda em 1952  atuando pela Seleção Brasileira, ganha o Pan-americano disputado no Chile. Baltazar estava se tornando tão popular , que ganhou até um carro da marca Studebaker ao vencer o concurso do "Craque mais querido do Brasil". Outro reconhecimento da sua enorme popularidade veio através de uma marchinha carnavalesca composta por Alfredo Borba, e interpretada pela cantora Elza Laranjeira.

Gol de Baltazar,
Gol de Baltazar,
Salta o "Cabecinha",
Um a zero no placar.
(bis)

O Mosqueteiro,
Ninguém pode derrotar,
Carbone é o artilheiro espetacular,
Cláudio, Luizinho e Mário,
Julião, Roberto e Idário,
Homero, Olavo e Gilmar,
São os onze craques,
Que São Paulo vai consagrar

Jogando ao lado dos craques Luizinho e Claúdio no ataque mosqueteiro, Baltazar marcou diversos gols de cabeça, fato que o levou a ser conhecido nacionalmente como o "Cabecinha de Ouro".
Em 1953 conquista seu 2º Torneio Rio-São Paulo, e a Pequena Taça do Mundo na Venezuela.
Em 1954 é novamente convocado para disputar a Copa do Mundo na Suiça.
No início de 1955 fatura o Paulistão do IV Centenário ainda de 1954
Em 1957, após 409 jogos e 267 gols marcados, o craque, que até hoje é ainda o 2º maior artilheiro da história do clube, despede-se do Timão.
Vendido ao Juventus da Moóca, Baltazar ainda passaria novamente pelo Jabaquara, antes de encerrar a carreira em 1958 no União Paulista.
Em 1964 começou a trabalhar como auxiliar técnico no Corinthians, cargo que ocupou até 1970. Em 1971 teve sua primeira chance como técnico do quadro principal quando dirigiu a equipe em 34 partidas.
Após sair do clube, Baltazar ainda tentou seguir a carreira de treinador,em alguns clubes de menor expressão,  mas não obteve sucesso.
Desiludido com o futebol, e enfrentando dificuldades financeiras, fez um pouco de tudo para sobreviver, desde vendedor de livros, a carcereiro do antigo presídio Carandiru .
Baltazar lamentava a falta de reconhecimento  de seu ex-clube para com ele , que tanto havia feito pelo Corinthians .
A gota dágua de sua sanidade talvez tenha sido  quando presenciou a homenagem feita ao seu ex-companheiro de time Luizinho em 1996, e o fato da Diretoria não o ter procurado para também homenageá-lo.
Pouco tempo depois foi visto perambulando seminu e desmemoriado pelas praias da baixada santista, tal como um indigente.
Baltazar faleceu em1997 aos 71 anos de idade devido a complicações cardíacas.
Está enterrado no Cemitério da Praia Grande, litoral paulista.
Infelizmente não pode ver em vida o Busto que fizeram a ele em homenagem à sua gloriosa passagem pelo Timão.











GRANDES ÍDOLOS - CLAÚDIO CHRISTÓVAM

Maior artilheiro da história do Timão com 306 gols em 554 jogos, o santista Claúdio Christovam de Pinho, iniciou sua carreira no Santos FC em 1940. Em 1942 foi jogar no Palestra Itália (Atual Palmeiras). Em 1943 estava de volta ao Santos, pois sua timidez o atrapalhou na adaptação em São Paulo.  Sua história no Corinthians começa em 1945, mais precisamente no dia 14 de março, quando faz sua estréia. Nessa primeira partida com a camisa alvinegra, Claúdio não marcou nenhum gol. Seu primeiro gol saiu no jogo seguinte no empate em 1 x 1 contra o Palmeiras. Líder nato, logo se transformou em capitão de equipe. Graças a essa característica de comandar e orientar a equipe dentro do campo que ganhou o apelido de "Gerente". Em 1950, no auge de sua forma, foi preterido pelo Técnico Flávio Costa na convocação da Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo no Brasil. Voltando a realidade do Timão, Claúdio viveu a era de ouro da equipe  no início dos anos 50 quando ganhou quase tudo que disputou.  Especialista nas bolas paradas, seus cruzamentos perfeitos fizeram a fama do atacante Baltazar, que se consagrou como o "Cabecinha de Ouro". Ainda jogando ao lado de Luizinho, Carbone, Baltazar e Mário fez parte do ataque que alcançou a incrível marca de 103 gols em 30 partidas no Paulistão de 1951.
Tricampeão Paulista em 1951,1952 e 1954, Tricampeão do Torneio Rio-São Paulo de 1950,1953 e 1954, e Campeão da Pequena Taça do Mundo em 1953 na Venezuela, fizeram de Claúdio um dos ídolos mais vitoriosos da história do clube.
No dia 29 de dezembro de 1957 faz sua última partida com a camisa corinthiana.
Em fevereiro de 1958 aceitou o convite da Diretoria corinthiana para ser o Treinador da equipe. Ficaria no cargo até abril de 1959, quando após uma goleada de 1 x 5 para o Fluminense (RJ) despede-se de vez do Timão.
No mesmo ano é convidado para retornar aos gramados pelo São Paulo FC , onde chegou a disputar 35 jogos pelo tricolor antes de encerrar a carreira definitivamente em 1960.
Em 1997 foi homenageado com um Busto pelo Corinthians no Parque São Jorge.
Em 1º de maio de 2000, ao 77 anos falece em Santos.


(Claúdio e Roberto Belangero)





(Homenagem feita em 1997)

GRANDES ÍDOLOS - TELECO







Teleco foi descoberto pelo Timão em 1934 quando jogava pela seleção de seu estado - o Paraná. Durante os 10 anos que jogou no Timão, Teleco participou de 266 jogos, e assinalou 254 gols, alcançando um média de 0,95 gols po partida, média superior a de Pelé. É até hoje, o corintiano mais vezes artilheiro do Campeonato Paulista - 5 vezes. Embora marcasse gols de todas as maneiras, sua jogada favorita, e mortal para os adversários era a virada, em que ele, de costas para o gol, girava o corpo rapidamente no ar para golpear a bola. Foi Campeão paulista em 1937,1938,1939 e 1941. Após encerrar a carreira, trabalhou no Timão, sendo o responsável pela sala de troféus de 1967 até 1991. Faleceu em Osasco no dia 22 de julho de 2000.








GRANDES ÍDOLOS - MANUEL NUNES "NECO"



O paulistano Manoel Nunes foi o primeiro grande ídolo da história corinthiana. Nascido em 1895 na mesma rua José Paulino localizada no Bairro do Bom Retiro onde o Timão foi fundado em 1910, Neco, como ficou conhecido, começou sua trajetória no Corinthians em 1911, jogando no terceiro quadro do time. Em outubro de 1913, a pedido de Amilcar Barbuy, capitão do quadro principal, foi escalado para fazer sua estréia na equipe.
Em sua segunda partida, mostrou seu faro de artilheiro ao marcar 3 vezes na goleada de 0 x 6 sobre o Lusitano em jogo realizado no Parque Antárctica em 12 de abril de 1914, e valendo pelo Paulistão daquele ano.
Estava dado o pontapé inicial na vitoriosa e folclórica carreira de Neco no Corinthians. Nesse mesmo , além de sagrar-se artilheiro do campeonato com 12 gols, conquista também  seu 1º título Paulista.
Em 1915, como o Timão não participaria de nenhum campeonato, acabou sendo emprestado para defender o Mackenzie.
Nesse ano, o Corinthians passou por grandes dificuldades financeiras, correndo o sério risco de ter de fechar as portas caso não pagasse as dívidas em atraso. Com o risco de ver o patrimônio do clube ser penhorado pela justiça , Neco teve a iniciativa de "assaltar" a sede do clube, levando todos os bens penhoráveis para um lugar bem seguro, e longe dos cobradores.
Em 1916, já de volta ao time, conquista seu segundo Campeonato Paulista.
Em 1917 é convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira para disputar o Sul-americano no Uruguai. No jogo de estréia contra a Seleção Argentina, apesar da derrota por 4 x 2,  Neco deixou sua marcar ao assinalar o segundo gol brasileiro, tornando-se o primeiro corinthiano a marcar um gol com a camisa do Brasil. Nesse campeonato Neco marcaria mais um gol na goleada por 5 x 0 contra a Seleção Chilena.
Em 1919 é novamente convocado para a Seleção Brasileira, e fatura seu primeiro título com ela, ao conquistar o Sul-americano disputado no Brasil. Nesse campeonato terminou na liderança da artilharia com 4 gols ao lado do brasileiro Friedenreich.
Em 1920 durante uma partida contra o Palestra Itália, Neco ao discutir com o árbitro da partida, Odilon Penteado do Amaral, teria ajeitado o calção, que na época era apertado por uma cinta. Os torcedores de longe, imaginaram que Neco estava ameaçando o juiz com a cinta. Quando a partida retornou, a cada lance duvidoso do juiz, a torcida logo gritava "Tira a cinta, Neco".
Essa história rendeu um outro episódio que segundo a lenda, Neco teria corrido atrás do jogador da Seleção Carioca, Nascimento para dar-lhe uma cintada.
Em 1922 conquista o Bicampeonato Sul-americano novamente com a Seleção Brasileira.
No Timão conquista o primeiro Tricampeonato Paulista em anos seguidos - 1922/1923/1924.
Em 1927, após agredir o árbitro Antônio Câmara e ser banido definitivamente do futebol pelo tribunal, Neco assume o comando técnico da equipe por 18 partidas.
Perdoado pelo tribunal, Neco retorna aos gramados em  março de1928.
Em novembro do mesmo ano durante o jogo que garantiu o Título Paulista de 1928, Neco quase foi alvejado por um Diretor da Portuguesa que havia invadido o gramado armado reclamando de um impedimento que resultou em um gol corinthiano.
Em 1929 fazia parte do elenco que conquistou o Campeonato, mas não participou de nenhuma partida.
Em 1930 conquista seu último Título Paulista com o manto alvinegro. Sua última partida foi no dia 31 de agosto contra o Internacional (SP).
Em 1937, dirigindo a equipe, conquista seu primeiro Campeonato Paulista da era profissional como treinador.
Neco é até hoje o 4º maior artilheiro da história do clube com 239 gols marcados em 313 jogos que disputou em 17 anos.
Neco faleceu em São Paulo aos 82 anos de idade em 31 de maio de 1977 a pouco menos de 5 meses da quebra do jejum em 13 de outubro.
















AS PELOTAS DOS CENTENÁRIOS DO CORINTHIANS

Além de todas as glórias já alcançadas em sua centenária trajetória, o Corinthians continua sendo o único time Paulista detentor de 2 Títul...