sábado, 26 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - PAULO BORGES

Paulo Luis Borges, o "Gazela" devido suas pernas compridas e sua velocidade, ou "Risadinha" pelo hábito de estar sempre sorrindo, chegou ao Timão em 1968 contratado a peso de ouro junto ao Bangu do Rio de janeiro onde havia sido artilheiro e Campeão Carioca em 1966, pelo então Presidente Wadi Helou.
Começou com o pé direito no Timão, ao marcar um dos gols (2 x 0) que quebraram o tabu de 11 anos sem vitória sobre o Santos em Campeonatos Paulistas.
Foram 233 partidas com a camisa corinthiana entre 1968 e 1974. Marcou 61 gols.
Faleceu em São Paulo, dia 15 de julho de 2011 aos 66 anos de idade vítima de um câncer de pulmão.




(Time que quebrou o Tabu de 11 anos na noite de 6/3/1968. Osvaldo Cunha, Édson Cegonha, Luis Carlos Galter, Diogo, Ditão e Maciel. Agachados: Buião, Paulo Borges, Flávio Minuano, Rivelino e Eduardo.)


(Sendo homenageado ao lado de Flávio Minuano, deixando seus pés na calçada da fama do Memorial do Parque São Jorge em março de 2010.)

CRAQUES DO PASSADO - BATAGLIA


Roberto Ludovico Bataglia, veio dos aspirantes do Timão como o possível sucessor de Claudio Christóvam na ponta-direita. Durante os 10 anos intercalados em  que jogou com a camisa do Corinthians, Bataglia atuou também pelo Catânia e atalanta da Itália, e pelo Guarani de Campinas. Disputou 243 jogos, e marcou 51 gols. Encerrou sua carreira no America Carioca.

Primo do conhecido jornalista Vital Bataglia, em 1982, voltou ao Timão para dirigir as divisões de bases, onde ficou até 1996. Faleceu em 2002 vitimado de câncer.


(Augusto, Oreco, Cabeção, Cássio, Eduardo e Ari Clemente. Agachados: Bataglia, Silva, Nei, Rafael e Ferreirinha. 1962 - Parque São Jorge.)

(Bataglia ao lado de Pelé, defendendo a Seleção do Exército no Sulamericano de 1959)

GRANDES ÍDOLOS - LUIZ MORAIS "CABEÇÃO"


Luiz Morais, ou simplesmente Cabeção, começou no clube em 1938, ainda no infantil. Juntamente com Idário, Roberto e Luizinho, subiu dos aspirantes para o profissional em 1949. Foi Campeão Paulista de 1951 como titular absoluto, e em 1954 atuou em alguns jogos. No Bicampeonato de 1952 não participou de nenhuma partida da conquista, pois era reserva do titular Gylmar. Conquistou ainda o Título do Torneio Rio-São Paulo de 1953.



Dizia a lenda, que Cabeção não apresentava uma boa desenvoltura nos jogos noturnos, mas isso não o impediu de conquistar títuolos. Participou da Copa de 1954 como reserva de Castilho. No Período de 1949 a 1966, entre idas e vindas (Jogou  por empréstimo na Portuguesa, Bangu e Comercial de Ribeirão Preto) Cabeção disputou 330 jogos com a camisa do Corinthians. Com a chegada dos goleiros Heitor e Marcial, Cabeção acabou perdendo espaço no Time, e em 1967 transferiu-se para o Juventus da Moóca. Jogou ainda no Bragantino em 1968, e encerrou sua carreira na Portuguesa Santista perto de completar 40 anos.



Cabeção foi por 18 anos treinador das categorias de base do Timão, onde revelou dentre tantos, os jogadores:  Goleiro - Rafael, Solito e  Ronaldo. Zagueiros - Zé eduardo, Marcelo e Wladimir. Atacantes - Casagrande, Paulo Sergio, etc.
No time principal do Corinthians, dirigiu por uma vez no ano de 1976 contra o São Paulo, vencendo a partida por 1 x 0, gol de Ivan.
Foi o primeiro goleiro do Brasil que introduziu as luvas em 1957.
Em entrevista a Maurício Sabará Markiewicz  publicada no blog Futebol de Todos os Tempos, Cabeção relatou o fato: 
"A Seleção Brasileira estava na Tchecoslováquia, estava caindo neve e fomos treinar. Estava doendo as mãos e falei para o Gilmar pra comprarmos uma luva, já que aqui eles usam. Trouxe uma da Tchecoslováquia e outra da Inglaterra. Aqui no Brasil pus em um jogo à noite, sendo que o Mário Morais da Tupi me criticou. Depois não usei mais. Havia uma fábrica conhecida como Estádio, o dono dela (Sr. Agostinho) me pediu a luva emprestada e eles começaram a fazer, mas com uma costura muito grossa, sendo que as mãos não fechavam. Depois a Adidas entrou com as luvas que conhecemos."

Uma de suas maiores tristezas, aconteceu em 1990 com o assassinato de seu filho no Bairro do Tatuapé em São Paulo




(Campeão Paulista de 1951 - Idário, Touguinha, Lorena, Cabeção, Julião, Murilo e o Técnico Rato. Agachados: Claudio, Luizinho, Baltazar, Jackson e Carbone)

(1960- Oreco, Ari Clemente, Olavo, Egídio, Cabeção e Roberto Belangero. Agachados: Bataglia, Luizinho, Almir, Rafael e Guimarães.)


(Aqui Cabeção aparece defendendo a Portuguesa em uma de suas saídas por empréstino nos anos 50)

terça-feira, 22 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - ZÉ MARIA

Paulista de Botucatu (SP), José Maria Rodrigues Alves, ou simplesmente Zé Maria, começou sua carreira na Ferroviária de Botucatu aos 14 anos de idade. Diariamente percorria a pé, a distância de  7 quilômetros até o local do treino. O sofrimento só foi amenizado quando seu pai lhe presenteou com uma bicicleta.
Em 1966 foi contratado pela Portuguesa de Desportos. Lá, além de treinar, trabalhava também como segurança, já que tinha um biotipo adequado para a função.


Dono de um vigor físico ímpar, e um ótimo futebol,  logo Zé Maria começou a despertar as atenções do meio futebolístico. Em 1968 foi convocado pela primeira vez para atuar pela Seleção Brasileira em um amistoso contra a Polônia.
Em 1970 ainda como jogador da Portuguesa, sagrou-se Campeão Mundial pela Seleção Brasileira no México, como reserva do Capitão Carlos Alberto Torres.
Corinthiano assumido desde criancinha, Zé Maria chegou ao Timão após uma intensa briga judicial que durou meses entre a Portuguesa e o Corinthians que disputavam seu passe. Durante esse impasse, Zé Maria chegou a declarar que jogaria até de graça no Corinthians.
Sua estréia finalmente aconteceu em 11 de novembro de 1970, diante do Grêmio (RS) no Estádio Olímpico em Porto Alegre.
O primeiro dos seus 17 gols assinalados foi ironicamente contra seu ex-clube, a Portuguesa, em abril de 1972.
Em 1973 conquista sua primeira Bola de Prata, prêmio oferecido pela revista Placar aos melhores jogadores em suas posições.
Em 1974 foi novamente convocado para servir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha. Nessa competição, atuou como titular em 4 partidas.
Em 1976 fez o último gol de pênalti na vitória contra o Fluminense na partida semifinal do Brasileirão daquele ano, que ficou nacionalmente conhecida como o "dia da invasão corinthiana".
Em 1977, ano da quebra do jejum em Campeonatos Paulista, foi ele quem cobrou a falta que resultou no gols de Basílio.
Ainda em 1977, conquista pela segunda vez a Bola de Prata.
Em 1978, contundido, foi cortado da relação de selecionáveis para a Copa do Mundo da Argentina.
Em 1979, durante a primeira partida da final contra a Ponte Preta de Campinas, teve seu supercílio rasgado em um lance. Quando todos esperavam que ele fosse substituído, eis que surge o "Super Zé" com a camisa tomada por sangue de volta ao jogo.
Essa imagem ficou marcada para sempre na memória dos corinthianos que presenciaram essa cena, tornando-o  num símbolo corinthiano de garra e amor incondicional pelo clube.



(Dando o sangue durante a decisão do Paulistão de 1979 contra a Ponte Preta)

Em 1980, ao lado de Sócrates, e outros jogadores, participou ativamente da "Democracia Corinthiana".
Em 1982 conquistou seu 3º Campeonato Paulista.
Em 1983, ano em que encerrou sua carreira, foi colocado para dirigir a equipe em 10 partidas durante o Campeonato Brasileiro daquele ano, até que um técnico fosse contratado para ocupar a vaga do demissionário Jorge Vieira. De volta aos gramados como jogador fecha sua carreira com chave de ouro conquistando seu 4º título de Campeão Paulista.
Foram 13 anos de dedicação e amor para com o manto alvinegro, distribuídos em 599 jogos, que eternizaram esse jogador em "Deus da Raça"


Fora dos gramados, após término da carreira, Zé Maria com seu enorme coração, ajudou muitos "amigos", que se aproveitaram de sua bondade, e até de uma certa ingenuidade, para rouba-lo e difama-lo.
Problemas familiares após o falecimento de seu pai também não faltaram, inclusive em seu casamento.
Em 1984 foi eleito Vereador pela cidade de São Paulo.
Após a vereança, Zé Maria se dedicou em trabalhar com internos da Fundação Casa, antiga FEBEM, tentando  através do esporte, ressocializar  os jovens infratores.

(Com Biro-Biro Campeão Paulista de 1982)


domingo, 20 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - NETO

Ótimo lançador, dono de um chute potente com a perna esquerda, e exímio cobrador de falta, José Ferreira Neto, ou simplesmente, Neto, chegou ao Corinthians de forma curiosa. Juntamente com o Lateral Denys, chegou ao Timão numa troca com o Palmeiras que envolveu o obscuro meia Ribamar. No Timão identificou-se com a Fiel, ao marcar 9 dos 23 gols que deram ao Corinthians seu primeiro Título de Campeão Brasileiro, que o batizou de "Xodó da Fiel". Foram 228 jogos e 80 gols marcados em 5 anos vestindo o manto corinthiano. Faturou 2 Títulos - Brasileirão de 1990 e Paulistão de 1997, embora nesse último tenha apenas figurado em poucas partidas.


Corinthiano assumido e apaixonado, Neto assumiu recentemente a profissão de comentarista esportivo, onde destila comentários nem sempre pertinentes. Sob a alcunha de "Craque Neto" designação dada por seus parceiros de programa, Neto o encarnou por inteiro desfilando seu Egocentrismo exacerbado e declarado.

Embora tenha tido sua importância na conquista de 1990, acredito que a abnegação de jogadores como Tupãzinho, Fabinho, Ezequiel, Márcio, Jacenir, Wilson Mano e etc tenha sido  fundamental para que o time obtivesse exito na conquista, já que a falta de preparo físico de Neto fazia com que os outros jogadores tivessem que correr por ele.
Após sua saída do Timão no meio de 1993, Neto jogou pelo Atlético Mineiro e Santos, mas jamais voltou a repetir resultados satisfatórios ou conquistas, levantando a dúvida quanto a sua genialidade que tanto apregoa nos dias de hoje.
No final de 1996 voltou ao Timão de Marcelinho Carioca e companhia para ser Campeão Paulista de 1997 embora tenha jogado pouco.
Encerrou sua carreira em 2000



GRANDES ÍDOLOS - ROBERTO RIVELLINO

Estrela dos Aspirantes do Timão, altamente técnico, e com uma patada atômica com a perna esquerda, Roberto Rivellino tinha tudo para se tornar o maior ídolo de todos os tempos da história do Timão. Ofuscado em seu tempo apenas pela genialidade de Pelé, Rivellino foi um dos craques da Seleção Canarinho que faturou a Taça Jules Rimet no México em 1970. Durante seus 10 anos no Clube, o "Reizinho do Parque" como era conhecido, disputou 471 jogos, e marcou 141 gols com a camisa do Timão, e faturou apenas um único Título relevante, o Rio-São Paulo de 1966; aliás, Título divido com o Vasco, Botafogo e Santos por falta de datas para o desempate. Considerado pela torcida um dos responsáveis pela derrota para o Palmeiras na final do Campeonato Paulista de 1974, Título que encerraria o jejum de 17 anos, Rivellino foi embora para o Fluminense.



Embora seja sempre citado como sendo um dos maiores jogadores da História do clube, faltou para Rivellino, Títulos importantes com a camisa do Timão, para que realmente fosse imortalizado. Acredito que muitos tenham a mesma opinião que deixo aqui: Embora possuidor de qualidades técnicas excepcionais, a ausência de conquistas importantes o distancie de outros jogadores de técnica  as vezes inferior, mas vencedores em suas épocas. 

(Em ação contra o Palmeiras de Ademir da Guia)

(Contra o Santos de Pelé)

Em 10 de maio de 2014, coube a Rivellino marcar o 1º gol do novo estádio do Timão, a Arena Corinthians, em partida amistosa que reuniu dezenas de ex-jogadores do Corinthians, tais como Marcelinho Carioca, Zenon, Ataliba, Vampeta, Rincon, Ronaldo, etc
O gol foi assinalado após cobrança de penalidade contra a meta do ex-goleiro e ídolo Ronaldo Giovanelli . Segundo Rivellino, que nunca foi batedor oficial de pênalti, ele em tom de brincadeira, afirmou após o tento de ter combinado com o goleiro de pular para o canto contrário para não correr o risco de ter a penalidade defendida. 

(Rivellino comemorando o  1º gol da nova Arena)

Já no dia 24 de maio, teve sua imagem imortalizada na Praça da Liberdade do Parque São Jorge ao ser homenageado com um busto.
Muito emocionado com a homenagem, Rivellino afirmou que esse reconhecimento em vida o faria dormir mais tranquilo, lembrando da sua turbulenta saída do clube em 1974, quando acabou levando toda a culpa pela perda do Paulistão daquele ano para o rival Palmeiras, que culminou na sua transferência para o Fluminense (RJ) .


segunda-feira, 14 de junho de 2010

GRANDE ÍDOLOS - PALHINHA

Quando o então Presidente do Corinthians, Vicente Matheus, resolveu pagar 7 milhões de cruzeiros antigos pelo passe de Palhinha ao Cruzeiro de Belo Horizonte, muitos acharam loucura. Mas Wanderley Eustáquio de Oliveira, acabou valendo cada tostão investido.
Inteligente, técnico e catimbeiro, Palhinha era o craque do Time que tentava sair do jejum de 22 anos sem títulos. Autor do gol da vitória no primeiro confronto contra a Ponte Preta de Campinas na final do Paulistão de 1977, Palhinha acabou ficando de fora do terceiro e decisivo jogo (se contundiu), no qual o Timão finalmente saiu da incomoda fila sem títulos no Paulista.
Em 1979, formando dupla com o genial Sócrates, voltou a ser campeão Paulista em 1979, inclusive marcando gols em duas partidas das finais.
Foram 148 jogos, 44 gols no período entre 1977/1980. Retornaria ao Clube em 1989 com técnico para comandar o Timão em 25  jogos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

(Palhinha em ação contra o Palmeiras)




(Jairo, Mauro, Luis Claudio, Amaral, Caçapave e Romeu. Agachados: Luciano, Biro-Biro, Palhinha, Sócrates e Wladimir.)

GRANDES ÍDOLOS - TUPÃZINHO

Paulista de Uchoa, região de São José do Rio Preto, Pedro Francisco Garcia começou sua carreira no time do Tupã, clube que deu origem ao seu apelido"Tupãzinho".
Em seguida passou pela base do São Bento de Sorocaba, onde em 1987 teve a oportunidade de se profissionalizar.
O bom futebol apresentado pelo jovem jogador de 21anos acabou despertando a atenção da Diretoria corinthiana que acabou trazendo-o por empréstimo para o Parque São Jorge.
A chegada do jogador de longas madeixas ao estilo de cantores sertanejo não causou grandes expectativas na Fiel torcida.
Sua estréia aconteceu na primeira partida do Campeonato Paulista de 1990 em 27 de janeiro contra o Noroeste na cidade de Bauru ao entrar na segunda etapa da partida em substituição ao jogador Pardal.
Tupãzinho caracterizava-se em ser um jogador que não guardava posição. Arisco e incansável, deslocava-se o tempo todo procurando confundir seus marcadores. Essa característica o tornou titular absoluto da equipe, e peça fundamental na campanha do Título Brasileiro de 1990, título esse que deve-se em muito a Tupãzinho , já que foi dele o gol na final contra o São Paulo que sacramentou a até então inédita conquista para o Corinthians.
No dia seguinte à inédita conquista, o "Deus Tupã", como passou a ser chamado pela Fiel torcida, foi visto consertando seu automóvel numa oficina, dando mostra de que nada tinha mudado em seu jeito simples e humilde de ser. 
Nos anos seguintes, mesmo perdendo a condição de titular absoluto, Tupãzinho, sempre que requisitado pelo treinador, tratava de incendiar o jogo com seu estilo vibrante e voluntarioso de jogar, tornando-se uma espécie de "Arma secreta" da equipe para o segundo tempo das partidas.
Em 1995 conquistou mais dois títulos para o Corinthians, o Paulistão e a Copa do Brasil.
Em 1996, após 340 jogos e 52 gols marcados, Tupãzinho despede-se do Timão indo jogar no Fluminense (RJ).
No time carioca, após ficar jogando 5 meses sem ver a cor do dinheiro, sai, e vai para o América (MG), onde em 1997 conquista o Brasileirão da série B, além de ser o artilheiro e destaque da equipe.
Seu último time antes de encerrar a carreira em 2005, foi o Itumbiara Esporte Clube de Goiás.
Em 2011 assumiu a Diretoria do time do Tupã, o mesmo em que deu seus primeiro passos como jogador.



Em 2010, Tupãzinho foi agraciado com um Totem no Memorial do Corinthians , no espaço destinado aos Grandes Ídolos do Timão. Uma justa homenagem a esse grande Herói corinthiano.

(Atualmente)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - DOMINGOS DA GUIA

Domingos Antonio da Guia foi uma legenda na história do futebol mundial. Apelidado de Divino Mestre no Urugauy, foi o melhor zagueiro do Brasil em todos os tempos. Quando chegou no Timão em 1944, Domingos da Guia já beirava os 32 anos. Mas nem por isso deixou de apresentar um grande futebol, a ponto de ser apontado por muitos como o maior zagueiro alvinegro de todos os tempos. Apesar de não ter ganho nenhum título pelo Timão, Domingos da Guia jamais ficou abaixo do terceiro lugar nos campeonatos que disputou pelo Corinthians. Foram 116 jogos entre 1944 e 1948.



Foi Campeão Carioca pelo Flamengo, Uruguaio pelo Nacional, Argentino pelo Boca Juniors, e com a Seleção Brasileira venceu 2 a Taça Rio Branco em 1931 e 1932, foi 3º colocado na Copa do Mundo de 1938, e Campeão da Copa Roca em 1945. Faleceu em 18 de maio de 2000 no Rio de Janeiro.


(Na Seleção ao lado do Goleiro Oberdan em 1941)



(General, Domingos da Guia, Bino, Brandão, Begliomini e Dino Pavão. Agachados: Augusto, Servílio, Milani, Nandinho e Hércules)

GRANDES ÍDOLOS - DINEI

Filho de um ex jogador do Corinthians da década de 60 - Nei - Dinei era um fanático torcedor, Sócio nº 11300 da Gaviões da Fiel.


Em 1990, saiu direto do terrão, para o time que conquistaria pela primeira vez o Título de Campeão Brasileiro.Em sua estréia como titular, marcou de cabeça o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Santos em 4 de novembro de 1990.
 Em 1992 foi vendido ao Guarani. Passou por oito clubes do País, e pelo Grashopper da Suiça. Em 1996, quando ainda atuava pelo Coritba, foi pego no exame antidoping pelo uso de cocaína. Dinei admitiu o uso, e pegou 6 meses de suspensão. Hoje é um apologista das campanhas antidrogas.
Em 1998, voltou ao Timão graças ao técnico Luxemburgo. Foi nessa época que ganhou o apelido de "talismã", por sempre entrar no segundo tempo dos jogos e decidi-los para o Timão.




Dinei é o único jogador 3 vezes Campeão Brasileiro pelo Corinthians. 1990,1998 e 1999. Além desse titulos, Dinei conquistou também o Paulistão de 1999, e o Mundial de Clubes de 2000.
Com a camisa do Timão foram 194 jogos, e 34 gols.
Embora tivesse idade para atuar em alguns times de menor expressão, Dinei resolveu encerrar sua carreira, já que seus joelhos já não aguentavam mais a rotina de treinos. Foram 5 cirurgias no joelho esquerdo e 1 no joelho direito.
Apesar de tudo, participa ainda de alguns jogos pelo time de veteranos do Corinthians.


GRANDES ÍDOLOS - MARCELINHO CARIOCA

Marcelo Pereira Surcin, ou simplesmente "Marcelinho carioca", já entrou definitivamente com um dos maiores jogadores da História do Corinthians. Chegou ao Timão em 1994, vindo do Flamengo. Apelidado de "Pé de Anjo" devido ao tamanho pequeno de seus pés - calçava 35 e 1/2 - pelos jornalistas e torcedores.  Exímio cobrador de faltas, e com excelente visão de jogo, aos poucos foi cativando a Fiel torcida. Em 1995 garantiu a conquista da Copa do Brasil ao marcar gols nos dois jogos contra o Grêmio de Porto Alegre. No mesmo ano marcou também nas duas partidas decisivas contra o Palmeiras pelo Campeonato Paulista. Campeão Paulista novamente em 1997, Marcelinho foi vendido para o Valencia da Espanha por US$ 7 milhões. Seis meses após, já estava de volta , como a principal estrela da campanha promovida pela Federação Paulista de Futebol "Eu vou jogar no Paulistão de 98". Durante 11 dias, torcedores dos 4 maiores clubes de São Paulo ( Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) tinham que telefonar para o Disk Marcelinho (Um 0900 para cada clube), ao custo de 3,00 reais a ligação. Como 62,5% dos telefonemas foram de corinthianos, ele voltou ao Timão.



Iniciou assim, um novo cíclo no clube, onde faturou o Bicampeonato Brasileiro (1998 e 1999), o Paulistão de 1999, e o Mundial Interclubes da FIFA em 2000.





Marcelinho Carioca é o jogador que mais títulos conquistou com a camisa do Timão: 10.
4 Paulistão - 1995,1997,1999 e 2001
2 Brasileiros - 1998 e 1999
1 Copa do Brasil - 1995
1 Mundial de Clubes - 2000
1 Copa Bandeirantes - 1994
1 Troféu Ramón de Carranza - 1996



Marcelinho Carioca disputou 433 jogos, e marcou 206 gols, sendo o 5º maior artilheiro da História do Corinthians. Hoje aos 38 anos, é o Embaixador do Centenário do Clube.



GRANDES ÍDOLOS - WLADIMIR

Jogador que mais partidas disputou com a camisa do Timão: 803 vezes, Wladimir Rodrigues dos Santos começou sua trajetória no juvenil do próprio clube, e teve sua primeira chance no time profissional em 1972 durante uma excursão à Europa.. Dono de uma técnica apurada e grande espírito de luta, logo caiu nas graças da Fiel. Durante mais de 12 anos foi titular absoluto da lateral esquerda do Timão. Ao lado de Sócrates e Casagrande, foi um dos líderes da Democracia Corinthiana no ínicio dos anos 80. Com a camisa do Corinthians Wladimir disputou 803 jogos, marcou 34 vezes, e faturou 4 Títulos do Paulistão: 1977,1979,1982 e 1983.



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GRANDES ÍDOLOS - DOUTOR SÓCRATES


Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Um nome tão grande quanto seu talento.
Sócrates começou sua carreira nas categorias de base do Botafogo de Ribeirão Preto em 1970 aos 16 anos de idade.
Alto e magro, logo despertou a atenção dos dirigentes do time com seu futebol vistoso e técnico.
Aos 18 anos de idade entrou na faculdade de medicina, tendo então de conciliar sua carreira de jogador com a de estudante universitário.
Em 1974 ano em que se profissionalizou, já encantava os torcedores com sua técnica e categoria dentro dos gramados.
Em 1976 terminou o Campeonato Paulista como artilheiro ao assinalar 15 gols pelo Botafogo.
 Chegou ao Timão no ano de 1978,  aos 24 anos e meio de idade.


Sua estréia com a camisa alvinegra foi no clássico contra o Santos em 20 de agosto no empate em 1 x 1.
Hábil, inteligente, e dono de um toque de calcanhar certeiro, logo caiu no gosto da Fiel. 
Em 1979 foi convocado pela primeira vez para vestir a camisa da Seleção Brasileira.


Se dentro do campo o "Doutor"- era formado em Medicina -  mostrava toda sua técnica, fora dele também deixou sua marca ao reivindicar maior liberdade e participação dos atletas junto à Diretoria. Estava formada a Democracia Corinthiana.  Sócrates era o antônimo do atleta: Bebia, fumava, ou seja, fazia questão de se mostrar com um ser humano de carne e osso.Em 1982 foi o único jogador do Timão a ser convocado para a Copa do Mundo da Espanha. Foi vendido para a Fiorentina da Itália em 1984. O Doutor Sócrates disputou 298 jogos com a camisa do Timão, marcou 172 gols (É um dos 10 maiores artilheiros da história do clube), e conquistou 3 títulos Paulistas ( 1979,1982 e 1983).
Na Europa, Sócrates assustou-se com a rotina de treinos e concentrações adotada pelo time europeu que o contratou, fato esse que o fez refletir em voltar ao Brasil no final da temporada Italiana.
Dono de seu próprio passe, recebeu uma proposta do Flamengo (RJ)  que queria aluga-lo. Aceitou de imediato, vislumbrando a oportunidade de jogar ao lado de seu amigo Zico no Maracanã. A dupla, na realidade só conseguiu jogar uma única vez juntos, graças as várias contusões dos 2 atletas ocorridas no período.


Em 1986  é convocado para disputar sua 2ª Copa do Mundo. Conquista o Campeonato Carioca pelo Flamengo.
No  mesmo ano, decide deixar o clube após divergências contratuais com a Diretoria Rubro negra.
Em 1987, sem clube, decide participar de peladas em clubes varzeanos por puro deleite.
Em 1988 acerta com o Santos FC sua volta ao futebol.
Em 1989 retorna ao Botafogo de Ribeirão Preto, onde decide encerrar sua carreira aos 35 anos de idade.
Trabalhou por pouco tempo como treinador das equipes do Botafogo de Ribeirão Preto, LDU do Equador, e Cabofriense (RJ).


Etilista, Sócrates foi internado pela primeira vez em agosto de 2011 após crise de hemorragia digestiva alta.
Em dezembro de 2011, foi internado com quadro de intoxicação alimentar. Seu corpo já debilitado sucumbiu a um choque séptico, vindo a óbito em 4 de dezembro , mesmo data em que seu time de coração, o Corinthians, conquistou o Pentacampeonato Brasileiro.
Em 30 de julho de 2012 é inaugurado um Busto em homenagem ao craque no Parque São Jorge.
Abaixo da escultura há uma placa com dizeres de autoria do próprio atleta definindo o Corinthians.  







Em 2 de maio de 2018 a diretoria do Corinthians, aproveitando-se dos 25 anos da conquista do Bicampeonato Paulista de 82/83 época marcada pela Democracia Corinthiana que teve o Sócrates como um dos idealizadores para homenageá-lo com uma estátua em frente a Arena do timão. Ao lado do jogador Fagner, o antigo ídolo da fiel, o lateral direito Zé Maria fizeram as honras da homenagem.

Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

AS PELOTAS DOS CENTENÁRIOS DO CORINTHIANS

Além de todas as glórias já alcançadas em sua centenária trajetória, o Corinthians continua sendo o único time Paulista detentor de 2 Títul...