terça-feira, 22 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - ZÉ MARIA

Paulista de Botucatu (SP), José Maria Rodrigues Alves, ou simplesmente Zé Maria, começou sua carreira na Ferroviária de Botucatu aos 14 anos de idade. Diariamente percorria a pé, a distância de  7 quilômetros até o local do treino. O sofrimento só foi amenizado quando seu pai lhe presenteou com uma bicicleta.
Em 1966 foi contratado pela Portuguesa de Desportos. Lá, além de treinar, trabalhava também como segurança, já que tinha um biotipo adequado para a função.


Dono de um vigor físico ímpar, e um ótimo futebol,  logo Zé Maria começou a despertar as atenções do meio futebolístico. Em 1968 foi convocado pela primeira vez para atuar pela Seleção Brasileira em um amistoso contra a Polônia.
Em 1970 ainda como jogador da Portuguesa, sagrou-se Campeão Mundial pela Seleção Brasileira no México, como reserva do Capitão Carlos Alberto Torres.
Corinthiano assumido desde criancinha, Zé Maria chegou ao Timão após uma intensa briga judicial que durou meses entre a Portuguesa e o Corinthians que disputavam seu passe. Durante esse impasse, Zé Maria chegou a declarar que jogaria até de graça no Corinthians.
Sua estréia finalmente aconteceu em 11 de novembro de 1970, diante do Grêmio (RS) no Estádio Olímpico em Porto Alegre.
O primeiro dos seus 17 gols assinalados foi ironicamente contra seu ex-clube, a Portuguesa, em abril de 1972.
Em 1973 conquista sua primeira Bola de Prata, prêmio oferecido pela revista Placar aos melhores jogadores em suas posições.
Em 1974 foi novamente convocado para servir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha. Nessa competição, atuou como titular em 4 partidas.
Em 1976 fez o último gol de pênalti na vitória contra o Fluminense na partida semifinal do Brasileirão daquele ano, que ficou nacionalmente conhecida como o "dia da invasão corinthiana".
Em 1977, ano da quebra do jejum em Campeonatos Paulista, foi ele quem cobrou a falta que resultou no gols de Basílio.
Ainda em 1977, conquista pela segunda vez a Bola de Prata.
Em 1978, contundido, foi cortado da relação de selecionáveis para a Copa do Mundo da Argentina.
Em 1979, durante a primeira partida da final contra a Ponte Preta de Campinas, teve seu supercílio rasgado em um lance. Quando todos esperavam que ele fosse substituído, eis que surge o "Super Zé" com a camisa tomada por sangue de volta ao jogo.
Essa imagem ficou marcada para sempre na memória dos corinthianos que presenciaram essa cena, tornando-o  num símbolo corinthiano de garra e amor incondicional pelo clube.



(Dando o sangue durante a decisão do Paulistão de 1979 contra a Ponte Preta)

Em 1980, ao lado de Sócrates, e outros jogadores, participou ativamente da "Democracia Corinthiana".
Em 1982 conquistou seu 3º Campeonato Paulista.
Em 1983, ano em que encerrou sua carreira, foi colocado para dirigir a equipe em 10 partidas durante o Campeonato Brasileiro daquele ano, até que um técnico fosse contratado para ocupar a vaga do demissionário Jorge Vieira. De volta aos gramados como jogador fecha sua carreira com chave de ouro conquistando seu 4º título de Campeão Paulista.
Foram 13 anos de dedicação e amor para com o manto alvinegro, distribuídos em 599 jogos, que eternizaram esse jogador em "Deus da Raça"


Fora dos gramados, após término da carreira, Zé Maria com seu enorme coração, ajudou muitos "amigos", que se aproveitaram de sua bondade, e até de uma certa ingenuidade, para rouba-lo e difama-lo.
Problemas familiares após o falecimento de seu pai também não faltaram, inclusive em seu casamento.
Em 1984 foi eleito Vereador pela cidade de São Paulo.
Após a vereança, Zé Maria se dedicou em trabalhar com internos da Fundação Casa, antiga FEBEM, tentando  através do esporte, ressocializar  os jovens infratores.

(Com Biro-Biro Campeão Paulista de 1982)


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