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sábado, 2 de fevereiro de 2013

CRAQUES DO PASSADO - DONI MARANGON

Doniéber Alexandre Marangon começou sua carreira futebolística nas categorias de base do Paulista de Jundiaí, onde foi revelado.
Em 2001, já no Botafogo de Ribeirão Preto, tem sua primeira oportunidade entre os profissionais durante o Paulistão daquele ano. Destaque do time interiorano paulista na competição estadual, onde conseguiu o inédito vice-campeonato , logo chamou a atenção dos dirigentes do Corinthians, que prontamente o contrataram logo após o fim do campeonato.

(Botafogo de Ribeirão Preto)

Atuando pelo Timão, faturou o torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil , ambos em 2002.
Em 2003, durante o Campeonato Brasileiro, Doni despontava para vencer o Troféu Bola de Prata como o melhor goleiro do Campeonato, mas após um incidente com o jogador santista Fabiano, quando acabou sendo suspenso por vários jogos devido à agressão imposta contra o atacante santista, acabou perdendo a disputa para o goleiro São Paulino Rogério Ceni.

(Corinthians)
Em 2004, após 59 jogos com o manto alvinegro de Parque São Jorge, despede-se do clube e vai para o Santos FC, onde tem uma rápida e apagada passagem.
Ainda em 2004 transfere-se para o Cruzeiro de Belo Horizonte onde permanece até 2005.
Em 2005 vai para o Juventude de Caxias do Sul .
No mesmo ano transfere-se para o time italiano da Roma onde permaneceu até 2011.

(Roma)

Em 2011 após 6 temporadas na Itália, transfere-se para o time inglês do Liverpool. Lá começou a apresentar sintomatologia de uma arritmia cardíaca diagnosticada há anos, quando ainda jogava pelo Santos FC.
Após uma parada cardio-respiratória  foi aconselhado a parar com o futebol e a procurar tratamento médico especializado.
Em 2013 rescindiu seu contrato com o time inglês.

(Liverpool)

Atualmente Doni encontra-se sob tratamento e a espera de um sim dos médicos que o acompanham,  para que o liberem a voltar a jogar. Recentemente acertou com o Botafogo de Ribeirão Preto seu retorno aos gramados para 2014, se assim os exames médicos permitirem, para  a disputa do Paulistão de 2014 e ao final do campeonato encerrar sua carreira futebolística.
Pela Seleção Brasileira foram 10 jogos. Em 2007 disputa e vence a Copa América. Em 2010 é convocado pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo realizada na África do Sul.

(Seleção Brasileira)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

CRAQUES DO PASSADO - GOLEIRO MÁRIO

Mário estreou no Corinthians no final de 1920, mais precisamente no dia 5 de setembro na vitória de virada sobre o rival Palestra Itália  por 1 x 2. 
Em 1921 dividiu a titularidade da meta alvinegra com os também goleiros Pizzocaro, Ernesto e Alonso.
Em 1922 sagra-se Campeão Paulista atuando como titular na maioria dos jogos.
Sua última partida pelo Timão aconteceu em 3 de maio de 1923 contra o Rio Branco de Americana em jogo que valia a Taça Competência, título disputado entre os Campeões da Capital e do Interior Paulista do ano anterior. O Timão venceu a partida por 5 x 0 e faturou mais um caneco.
No final do ano, Mário somaria ao seu currículo o Bicampeonato Paulista, já que jogou a 1ª partida do Campeonato na vitória por 4 x 1 contra a Portuguesa como titular.
No total foram 40 jogos e 33 gols sofridos com o manto alvinegro.


domingo, 27 de maio de 2012

CRAQUES DO PASSADO - GOLEIRO CÉSAR

O alagoano Carlos César de Oliveira chegou ao Corinthians em 1981 vindo do CRB de Alagoas. Sua baixa estatura para a posição (1,75m) logo virou motivo de gozação e desconfiança na boca dos torcedores. Sua estréia foi no dia 29 de abril contra o São José no empate em 1 x 1 em jogo válido pelo Paulistão. Em seu primeiro ano, revezou a titularidade do gol corinthiano com os goleiros Rafael e Tadeu durante a disputa do Campeonato Paulista.
Em 1982, quando o Timão teve que disputar a Taça de Prata, equivalente da  atual série B do Campeonato Brasileiro , César, que foi titular absoluto durante a campanha invicta que deu ao Timão o direito retornar à elite do futebol brasileiro no mesmo ano, e que por pouco não sagrou-se Campeão  da Taça de Ouro, atual série A do Brasileirão , teve um ótimo desempenho que rendeu-lhe o apelido de  "O Pequeno Grande César" .
Em junho de 1982 César fez sua 58ª e última partida como goleiro corinthiano , para em seguida ir jogar no Juventus (SP).


terça-feira, 22 de maio de 2012

CRAQUES DO PASSADO - HEITOR PERROCA

O mineiro Heitor Amorim Perroca chegou ao Corinthians em 1963 após passagem pelo São Cristovão (RJ). Sua estréia foi no dia 19 de maio, quando substitui o titula Cabeção em um a amistoso vencido pelo Corinthians pelo placar de 2 x 0 contra o Nacional (SP).
Heitor viria fazer sua primeira partida como titular quase 2 meses após sua estréia, na derrota para o Noroeste de Bauru por 2 x 1 em jogo válido pelo Paulistão daquele ano.
Heitor chegou a ser convocado para defender a Seleção Brasileira que disputaria os Jogos Pan-americanos de São Paulo.
Em outubro de 1964 garantiu o empate de 1 x 1 contra o poderoso Santos FC de Pelé, ao defender uma penalidade cobrada pelo próprio rei do futebol.
Heitor permaneceria no clube até outubro de 1966, quando foi acusado de falhar em 3 gols na derrota por 3 x 4 para o Noroeste de Bauru, mesmo time que coincidentemente o venceu em sua partida de estréia 3 anos atrás.
No total foram115 jogos e 137 gols sofridos com a camisa alvinegra.




sábado, 12 de maio de 2012

CRAQUES DO PASSADO - VALENTINO CHIES

Natural de São Caetano do Sul, Valentino começou sua carreira num time da cidade, o São Caetano E.C., que não tem nada a ver com a atual equipe.
Chegou ao Corinthians em 1955 após anos defendendo a equipe do Ypiranga (SP).
Reserva do goleiro titular Gylmar, Valentino estreou no dia 5 de maio num amistoso contra o Uberaba (MG), entrando no segundo tempo da partida.
Em 3 tempo temporada no clube, jogou apenas 40 partidas, e a maioria amistosos.
Em 1958 foi para o Nacional Atlético Clube de São Paulo, onde acabou encerrando sua carreira.
Valentino veio a falecer em 2 de junho de 2009 aos 79 anos em São Caetano do Sul.

(Valentino ao lado de Roberto Belangero)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CALÇADA DA FAMA - GILMAR E CABEÇÃO

Os dois goleiros que defenderam a meta corinthiana nos anos 50  são mais dois ídolos corinthianos a serem imortalizados na Calçada da Fama do Clube.  Devido a idade e problemas de saúde que impossibilitou a ida de ambos ao local, equipes responsáveis pela coleta da impressão se deslocaram à casa dos dois ex-goleiros para que suas mãos ficassem marcadas na peça de concreto.
Gilmar defendeu o Timão em 398 oportunidades, e Cabeção em outras 330 vezes.
Ambos trazem no currículo 3 títulos de Campeonato Paulista e 2 Torneios Rio-São Paulo.

(Gilmar)

(Cabeção e Gilmar anos 50)

CRAQUES DO PASSADO - CASEMIRO DO AMARAL

Em 1892, nasce em Lisboa, Portugal,  Casemiro do Amaral. Ainda criança, muda-se para o Brasil. Em 1911, já no Rio de Janeiro, começa sua carreira futebolística como guarda-redes (goleiro) do time do América Carioca. Em 1912 muda-se para São Paulo onde defende o time do Germânia.
Em 1913 chega ao Corinthians para ajudar a equipe, em dois jogos eliminatórios contra as equipes do Minas Gerais e São Paulo (Bexiga),  a conseguir uma vaga no Campeonato Paulista daquele ano. Contra seu ex-clube, o Germânia, ocorrido em  7 de setembro de 1913, tornou-se o primeiro goleiro corinthiano a defender uma penalidade em jogo valido por um campeonato oficial. Em 1914 não participa de nenhum jogo da conquista do primeiro título paulista do Timão, apenas do amistoso contra o Torino  realizado no mês de agosto.
Em 1915 após brigar com a diretoria corinthiana vai para o Mackenzie onde permaneceu até 1917. Nesse período chegou a ser considerado o melhor goleiro do futebol paulista,   chegando inclusive a ser convocado para defender a Seleção Brasileira nos Campeonatos Sul-americanos de 1916 e 1917. No total foram 6 jogos com a amarelinha.
Em 1918 voltaria ao Corinthians para a disputa do Paulistão daquele ano.
Ao todo foram 20 jogos e 35 gols sofridos com o manto alvinegro.
Casemiro faleceu precocemente aos 47 anos em outubro de 1939.

(Casemiro atuando pela Seleção Paulista contra os Cariocas)




sábado, 16 de abril de 2011

GRANDES ÍDOLOS - JOSÉ "HUNGARÊS" LENGYL

 José Lengyl, ou "hungarês" como era chamado, nasceu na Hungria em 1908. Chegou ao Corinthians em 1934 vindo do São Paulo, para substituir o veterano goleiro Jaguaré, que se encontrava em final de carreira.
Goleiro seguro e arrojado, bola na pequena área era com ele. Notabilizou-se também por ser um grande pegador de penalidades.
Em 1935 com a contratação de um outro goleiro de nome José, passou a ser mencionado como José I.
Em 1939 com as chegadas dos goleiros Barchetta e Joel, acaba não disputando nenhuma partida que deu ao clube o 3º tricampeonato.
 Faz sua última partida com a camisa do clube em 22 de setembro de 1940, indo em seguida para o Santos FC.
Ao todo, José I disputou 145 jogos com a camisa do Timão, e ajudou a conquistar 2 títulos Paulistas ( 1937 e 1938).


 (Contra o Palestra Itália em 1936)

(Em ação num Derby)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

GRANDES ÍDOLOS - GINO COLOMBO

Apesar de ter realizado sua primeira partida com a camisa corinthiana em julho de 1920, Colombo só foi efetivado como titular absoluto a partir de 1923, ano em que ganhou seu primeiro título paulista. Em 1924 conquistaria o bicampeonato (1º tricampeonato do Timão 1922/23/24).
O goleiro continuaria titular até o começo de 1928, quando perdeu a posição para Moreno. Com a chegada do grande goleiro Tuffy em julho de 1928, Colombo viu suas chances diminuirem por completo, chegando a disputar apenas 5 partidas em 2 anos.
Em 1931, com a saída  de Tuffy, Colombo chegou a disputar mais 4 partidas como titular antes de encerrar sua passagem pelo Timão.
No total foram 100 jogos e 130 gols sofridos em 11 anos de clube.


sábado, 30 de outubro de 2010

GRANDES ÍDOLOS - SETEMBRINO DA COSTA ALVES (BINO)

Nascido curiosamente exatos 10 anos após a fundação do Corinthians, Setembrino da Costa Alves, o Bino, foi um dos goleiros mais marcantes da história do clube. Apelidado de "Gato Preto" devido à sua agilidade, e ao seu uniforme todo preto, Bino foi titular por quase 7 anos da meta alvinegra. Vindo do Coritiba, estreou contra o Vasco da Gama em fevereiro de 1943, ao substituir o titular Rato, num amistoso vencido pelo time cruzmaltino. Revezando a titularidade da posição com o goleiro Rato nos dois primeiros anos de clube, Bino foi aos poucos galgando seu lugar como goleiro titular, e em meados de maio 1945 conquista definitivamente a posição de número 1 do time.  Em 1950 conquista seu único título como titular, o Rio-São Paulo. Com a chegada de Cabeção, vindo dos aspirantes em 1950, Bino vai aos poucos perdendo seu espaço no time titular, e finalmente após 234 jogos, despede-se do clube em 1951.     


(Bino em ação)
            

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CRAQUES DO PASSADO - EDUARDO ROBERTO STINGHEN "ADO"

Eduardo Roberto Stinghen, o Ado, chegou ao Timão em 1969 vindo do Londrina para ser o reserva do titular Lula. Estreou em outubro do mesmo ano na vitória de 2 x 0 contra o Botafogo (RJ) no Maracanã. Passou rapidamente de reserva para titular do gol corinthiano, aproveitando a ausência de Lula que estava a serviço da Seleção Brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo do México.
Curiosamente quem acabou indo para a Copa do Mundo como segundo goleiro foi Ado, que acabou tomando o lugar de Lula tanto no Corinthians quanto na Seleção.
Tricampeão do Mundo com a Seleção, Ado, que era conhecido como o "Goleiro galã", e que segundo as más línguas, adorava badalações noturnas, viu sua carreira declinar após a Copa do Mundo.
Em 1974 após brigar com o técnico Sylvio Pirillo, é afastado da grande final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras , cedendo sua posição para o reserva Buttice.
Após esse incidente, acabou sendo emprestado para o América (RJ).
Foram 205 jogos, e 168 gols sofridos com a camisa do Timão.
Encerrou sua carreira em 1982, defendendo as cores do Bragantino (SP).


(Em ação contra o Botafogo (RJ) em sua estréia como titular em 29/10/1969)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CRAQUES DO PASSADO - SOLITO

Entre idas e vindas, ora como titular, ora como reserva, Claúdio Roberto Solito, de nome composto em homenagem aos ídolos Claúdio Christovan, e Roberto Belangero, defendeu as cores alvinegras por 11 anos. Campeão Paulista de 1979 como reserva de Jairo, Solito viveu seu melhor momento no Corinthians em 1982, quando foi o titular na campanha do título do Paulistão daquele ano. Em 1983, conquistou o bicampeonato paulista, mas agora, na reserva do goleiro Leão.
Deixou o Timão em 1986, quando se transferiu ao Paulista de Jundiaí.
Foram 176 jogos, e 154 gols sofridos.

(Campeão Paulista de 1982)


(Ao lado do irmão Solitinho em entrevista à Record)

CRAQUES DO PASSADO - DIDA

Excepcional defensor de pênaltis, Nélson de Jesus Silva, o Dida, chegou ao Timão em 1999, vindo por empréstino do Milan da Itália, para se consagrar como o "Rei dos Pênaltis". Logo em seu primeiro ano de clube, sagrou-se campeão brasileiro. Em 2000, na Final do Mundial Interclubes FIFA, foi decisivo na conquista do título ao defender um pênalti do jogador Gilberto do Vasco da Gama.
Após a eliminação na Libertadores de 2000, Dida retornou ao Milan, pois seu empréstimo de 1 ano havia terminado, e ele querendo brilhar no futebol europeu, não fez nenhum esforço em atender o apelo da Fiel para ficar.
Na Itália acabou sendo suspenso por 1 ano devido à irregularidades em seu passaporte.
Retornou ao Timão. novamente por empréstimo no final de 2001.
Em 2002, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Dida faturou a Copa do Brasil, e o Torneio Rio-São Paulo, despedindo-se oficialmente do Timão em  maio de 2002.
Foram 94 partidas, e 122 gols sofridos.
Convocado, disputou a Copa do Mundo de 2002 sagrou-se Pentacampeão como reserva de Marcos.
Retornou para o Milan na metade de 2002. 
Em 2003 conquistou a Copa dos Campeões .
Em 2006, aos 32 anos, disputou sua terceira Copa do Mundo, agora como titular absoluto.




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CRAQUES DO PASSADO - GOLEIRO JAIRO

Um dos poucos goleiros negros a chegar à Seleção Brasileira (1976), Jairo do Nascimento chegou ao Timão em 1977 vindo do Coritiba. Foi reserva de Tobias na campanha do título de 1977, jogando a 2ª partida da final contra a Ponte Preta (1 x 2), e titular absoluto na campanha do título de 1979.
Arrojado, Jairo alternava bons e maus momentos na meta corinthiana. Em 1977 chegou a ficar 1.131 minutos sem tomar um gol, recorde na história dos goleiros do Corinthians.
Jà em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1980, levou 5 gols de um mesmo jogador, Roberto Dinamite do Vasco da Gama, recorde mantido até hoje. Nesse mesmo Campeonato Brasileiro, após o time ser derrotado pelo Coritiba por 1 x 0, foi acusado publicamente pelo então presidente Vicente Matheus, de ter falhado no lance do gol adversário. Na partida seguinte, onde o Timão goleou o Grêmio por 5 x 0, a cada gol marcado, seus companheiros de time iam até sua área para comemorar o gol, em sinal de desagravo.
Após 189 jogos e 144 gols sofridos, Jairo deixou o Corinthians e foi para o Naútico do Recife. Encerrou sua carreira no Coritiba.




(Campeão Paulista em 1979 ao lado de Mauro, Luis Claúdio, Amaral, Caçapava, Romeu, Piter, Biro-Biro, Palhinha, Sócrates e Wladimir)


(Tendo trabalho contra o XV de Piracicaba sob a escolta de Zé Maria(2), Amaral(3) e Basílio(5))

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O DRAMA DO GOLEIRO BARBOSINHA

Voltando um pouco no tempo, mais precisamente em 1950, a Seleção Brasileira tinha em sua meta, um Goleiro negro de nome Barbosa, que apesar de ser um excelente jogador, ficou marginalizado para sempre como o responsável pela derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. Nas décadas de 40/50, a maioria dos jogadores eram taxados de "malandros e vagabundos". Além da profissão ser mal vista, goleiro negro ainda carregava a pecha de "azarado".
Considerado uma grande revelação, Lourival de Almeida Filho, o "Barbosinha", desafiou um terrível preconceito : Era negro e apelidado de Barbosinha, devido à semelhança com o goleiro Barbosa. Infelizmente o acaso lhe pregou uma peça, e após levar dois gols do palmeirense Tupãnzinho, que tirou o Timão da disputa do título paulista de 1967, acabou sendo crucificado pela torcida sob a alcunha de frangueiro e vendido, sendo sumariamente execrado do time, embora tenha participado de mais uma partida amistosa com a camisa do Corinthians após o ocorrido.

(Barbosinha)


(Barbosa goleiro da Seleção de 1950)
.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

GRANDES ÍDOLOS - TOBIAS

Apesar de não ter sido um goleiro técnicamente perfeito, José Benedito Tobias, ou simplesmente Tobias, acabou entrando para a história do Timão como o goleiro do time Campeão Paulista de 1977, título que era almejado pelo Timão há mais de 22 anos. Vindo do Sport Club do Recife em 1975, começou a deixar sua marca na história do clube, ao defender duas penalidades máximas contra o Fluminense em pleno maracanã, valendo pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1976, feito que garantiu a passagem do Corinthians às finais daquele ano contra o Internacional de Porto Alegre.
Foram 125 jogos com a camisa alvinegra, e 95 gols sofridos - Média de 0,76 por partida.
Atualmente revela jogadores, e participa de alguns jogos pelo Masters do Corinthians.

(Aqui ao lado de Zé Maria, Ruço, Moisés, Ademir, Claudio Mineiro, Vaguinho, Basílio, Palhinha, Geraldão e Edu)


(foto mais recente)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

GRANDES ÍDOLOS - RONALDO GIOVANELLI

Ronaldo Giovanelli, iniciou sua carreira no Time profissional do Corinthians em 1988, tendo o Clube como titulares em sua posição, 2 Goleiros que já haviam passado pela Seleção Brasileira - Waldir Peres e Carlos - Em seu primeiro clássico contra o São Paulo, em fevereiro de 1988, Ronaldo defendeu uma penalidade cobrada pelo então zagueiro tricolor Dario Pereyra, garantido assim a vitória do Timão por 2 x 1. Dai em diante, foram 601 jogos em 10 anos como titular absoluto da camisa 1 corinthiana. Muito bom tecnicamente, Ronaldo deixava a desejar no quesito disciplina, inclusive prejudicando o time várias vezes com suas expulsões desnecessárias. Até hoje é o terceiro jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube.
Atualmente é comentarista esportivo de um canal de televisão.





(Ronaldo ao lado do comentarista Silvio Luiz)
 
 
No dia 16 de dezembro de 2020, exatos 30 anos após a conquista do 1º Título de Campeão Brasileiro , um dos maiores Goleiros da história do Timão foi agraciado com um Busto no Parque São Jorge.
 
Corinthians inaugura busto de Ronaldo no dia do aniversário do título de 90  - 16/12/2020 - UOL Esporte

sábado, 26 de junho de 2010

GRANDES ÍDOLOS - LUIZ MORAIS "CABEÇÃO"


Luiz Morais, ou simplesmente Cabeção, começou no clube em 1938, ainda no infantil. Juntamente com Idário, Roberto e Luizinho, subiu dos aspirantes para o profissional em 1949. Foi Campeão Paulista de 1951 como titular absoluto, e em 1954 atuou em alguns jogos. No Bicampeonato de 1952 não participou de nenhuma partida da conquista, pois era reserva do titular Gylmar. Conquistou ainda o Título do Torneio Rio-São Paulo de 1953.



Dizia a lenda, que Cabeção não apresentava uma boa desenvoltura nos jogos noturnos, mas isso não o impediu de conquistar títuolos. Participou da Copa de 1954 como reserva de Castilho. No Período de 1949 a 1966, entre idas e vindas (Jogou  por empréstimo na Portuguesa, Bangu e Comercial de Ribeirão Preto) Cabeção disputou 330 jogos com a camisa do Corinthians. Com a chegada dos goleiros Heitor e Marcial, Cabeção acabou perdendo espaço no Time, e em 1967 transferiu-se para o Juventus da Moóca. Jogou ainda no Bragantino em 1968, e encerrou sua carreira na Portuguesa Santista perto de completar 40 anos.



Cabeção foi por 18 anos treinador das categorias de base do Timão, onde revelou dentre tantos, os jogadores:  Goleiro - Rafael, Solito e  Ronaldo. Zagueiros - Zé eduardo, Marcelo e Wladimir. Atacantes - Casagrande, Paulo Sergio, etc.
No time principal do Corinthians, dirigiu por uma vez no ano de 1976 contra o São Paulo, vencendo a partida por 1 x 0, gol de Ivan.
Foi o primeiro goleiro do Brasil que introduziu as luvas em 1957.
Em entrevista a Maurício Sabará Markiewicz  publicada no blog Futebol de Todos os Tempos, Cabeção relatou o fato: 
"A Seleção Brasileira estava na Tchecoslováquia, estava caindo neve e fomos treinar. Estava doendo as mãos e falei para o Gilmar pra comprarmos uma luva, já que aqui eles usam. Trouxe uma da Tchecoslováquia e outra da Inglaterra. Aqui no Brasil pus em um jogo à noite, sendo que o Mário Morais da Tupi me criticou. Depois não usei mais. Havia uma fábrica conhecida como Estádio, o dono dela (Sr. Agostinho) me pediu a luva emprestada e eles começaram a fazer, mas com uma costura muito grossa, sendo que as mãos não fechavam. Depois a Adidas entrou com as luvas que conhecemos."

Uma de suas maiores tristezas, aconteceu em 1990 com o assassinato de seu filho no Bairro do Tatuapé em São Paulo




(Campeão Paulista de 1951 - Idário, Touguinha, Lorena, Cabeção, Julião, Murilo e o Técnico Rato. Agachados: Claudio, Luizinho, Baltazar, Jackson e Carbone)

(1960- Oreco, Ari Clemente, Olavo, Egídio, Cabeção e Roberto Belangero. Agachados: Bataglia, Luizinho, Almir, Rafael e Guimarães.)


(Aqui Cabeção aparece defendendo a Portuguesa em uma de suas saídas por empréstino nos anos 50)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

GRANDES ÍDOLOS - TUFFY

Tuffy Neujm chegou ao Timão em 1928 para virar uma lenda do gol corintiano. Apelidado de "Satanás" pelo uniforme negro, pelas suas costeletas e por estar as vezes com a baraba por fazer. Foi um dos primeiros goleiros a adotar as luvas. Ao lado de Grané e Del Debbio , o mais famoso trio final da história do clube, faturou o segundo tricampeonato paulista 28/29/30. Disputou 77 partidas.Após encerrar a carreira no Timão, foi proprietário do Cine Penha Teatro. Em 1935, vitimado de uma pneumonia dupla, Tuffy veio a falecer. Como era seu desejo, foi enterrado com a camisa do Corinthians em seu Mausoléu no cemitério São Paulo em Pinheiros.


(Grané, Tuffy e DEl Debbio)




quinta-feira, 20 de maio de 2010

GRANDES ÍDOLOS - GYLMAR DOS SANTO NEVES


Aos 16 anos, Gylmar tentou treinar no Santos FC, mas foi rejeitado. Desgostoso acabou indo ao  Time dos Portuários, Clube das Docas de Santos, mas antes mesmo que começasse, foi chamado para treinar no Hespanha, atual Jabaquara pelo técnico e descobridor de talentos Arnaldo de Oliveira, conhecido como "Papa".
Em 1950, após completar o serviço militar, e com a contusão do titular Mauro é promovido pelo técnico Renganeschi ao time principal do Jabaquara.
Em sua partida de estréia, contra o São Paulo, Gylmar foi o destaque positivo do jogo, apesar do placar ter sido favorável ao adversário em 5 x 1.
Em 1951, o então Presidente corinthiano Alfredo Trindade desceu a serra em busca de reforços. O alvo era o centromédio Ciciá, craque do Jabaquara. Como a pedida pelo jogador era considerada alta, o Presidente corinthiano, já sabendo da qualidade do jovem goleiro, e necessidade de colocar uma sombra aos titulares da posição, exigiu que Gylmar fosse incluído no pacote para que a negociação fosse sacramentada.
Negócio fechado, Gylmar seguiu rumo ao Parque São Jorge, onde disputaria a posição com os goleiros Cabeção e Bino.
Em seu primeiro ano, pouco jogou, e em uma delas,  foi na goleada de 7 x 1 para a Portuguesa de Desportos,  base da Seleção Paulista, e que contava com um ataque de respeito formado por Julinho Botelho, Nininho, Renato, Pinga e Simão. Enfurecida, a torcida procurou um culpado, e o novato goleiro Gylmar acabou levando todo o fardo nas costas sozinho. A diretoria do clube, nem se preocupou em preservar a imagem do jovem goleiro, e levianamente colocou ainda mais lenha na fogueira ao levantar a hipótese de suborno, fato desmentido tanto pelo goleiro como pelos próprios dirigentes da Portuguesa que além de negarem o fato, se ofereceram para comprar o passe do jogador.
Após esse triste episódio, Gylmar ficou afastado por 5 meses. Nesse período Gylmar chegou a declarar " A moral de um homem está acima de qualquer oferta. Jamais teria aceitado um benefício que prejudicasse meus outros dez companheiros" O Técnico José Castelli, o mesmo que o havia afastado, resolveu lhe dar nova oportunidade, e uma sequência maior de jogo, para que Gylmar pudesse mostrar novamente todo seu potencial.
Em  janeiro de1953, agora titular absoluto, conquista seu segundo título, o Campeonato Paulista de 1952.
Sua performance logo desperta a atenção do Técnico da Seleção Zezé Moreira, que o decide convocar para a Copa do Mundo de 1954, mas uma contusão o impede de ir. Em seu lugar vai Cabeção, goleiro também do Corinthians
Em fevereiro de 1955 conquistaria seu principal título com a camisa corinthiana, o de Campeão Paulista do IV Centenário da Cidade de São Paulo de 1954.
Em 1955 é convocado para defender a Seleção Brasileira no Sul-americano do Uruguai.
Em 1958 conquista sua primeira Copa do Mundo na Suécia com a Seleção Brasileira.
Em 1961, após desentendimentos com a Diretoria corinthiana, Gylmar transfere-se para o Santos de Pelé e cia.
Em 1962 conquistaria o Bicampeonato no Chile. Nesse mesmo ano conquistaria seu 1º Mundial Interclubes com o time da Vila Belmiro. Repetiria a dose no ano seguinte.
Em 1966 na Inglaterra, disputa sua 3º Copa do Mundo, mas afunda junto com o Selecionado Nacional.
Em 1966 recebe o Troféu Belfort Duarte  ( Prêmio dado aos atletas mais disciplinados na carreira) por passar 10 anos sem ser expulso. Aliás, Gylmar leva em seu currículo a invejável marca de ter sido expulso apenas 2 vezes em 20 anos de carreira.
Em 1969 encerra sua carreira de jogador.
 Gylmar defendeu o Timão em 395 jogos no período de  1951 a 1961. Conquistou 3 Campeonatos Paulistas e 2 Torneios Rio-São Paulo.
Pelo Santos conquistou 5 Campeonatos Paulista, 3 Torneios Rio-São Paulo, 1 Robertão, 4 Taças do Brasil, 1 Recopa,   2 Libertadores, e 2 Mundiais Interclubes.
Pela Seleção Brasileira disputou 103 partidas e conquistou  2 Copas do Mundo 1958/1962.
Em 2000 sofreu um AVC, que o deixou com severas sequelas motoras.
Em 2011 foi homenageado na Calçada da Fama do Corinthians, onde perpetuou as marcas de suas mãos .
Faleceu no dia 25 de agosto de 2013 aos 83 anos em São Paulo .






(Gylmar com o jovem Pelé em 1958)


(Em 2012 sendo homenageado pelo ex-Presidente do Corinthians Andrés Sanches)

GRANDES ÍDOLOS - FREDDY RINCÓN

 Astro da seleção Colombiana que disputou as Copas do Mundo de 90 e 94, Rincón chegou ao Corinthians em setembro de 1997. Sua estreia foi no...