terça-feira, 24 de julho de 2012

CRAQUES DO PASSADO - GILBERTO RIBEIRO GONÇALVES - GIL

Gil começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians. Em 1999 foi um dos destaques da equipe que disputou e conquistou a Copa São Paulo de Juniores.
Sua estréia entre os profissionais aconteceu já no ano seguinte, mais precisamente  em 23 de janeiro de 2000 contra o Fluminense (RJ) em jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo.
Marcou seu primeiro gol em 23 de abril contra o Araçatuba na vitória por 3 x 0.
Ao lado do Lateral-esquerdo Kléber, e do meia Ricardinho, formou uma ala esquerda vitoriosa, conquistando o Paulistão de 2001 , a Copa do Brasil  de 2002,   e o Torneio Rio-São Paulo também de 2002 . Gil tem também em seu currículo os títulos do Paulistão de 2003 e o Brasileirão de 2005.
Em 2002 recebeu o Prêmio Bola de Prata.
Em 2003, Gil acabou entrando definitivamente para os anais do clube ao marcar o gol de número 1.000 da história corinthiana em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro. 
O feito aconteceu em 18 de maio, no Mineirão, no empate em 1 x 1 contra o Cruzeiro (MG).
Ainda em 2003 é convocado pela primeira vez para defender as cores da Seleção Brasileira.
Em 2005, com a chegada da Parceira MSI ao Timão, que trouxe ao clube vários craques de peso, entre eles, Tevez, Mascherano , Roger e Carlos Alberto, Gil acabou sendo negociado com o futebol japonês.
Foram 263 jogos e 57 gols marcados com o manto alvinegro.
No Verdy Tokyo Gil permaneceu até o final de 2005, quando acabou acertando sua volta ao Brasil para atuar pelo Cruzeiro (MG).
Campeão Mineiro de 2006, é negociado na metade do ano com o time espanhol do Gimnastic de Terragona onde permaneceu até 2007, quando rescindiu seu contrato e retornou ao Brasil, agora para atuar pelo Internacional (RS).
Em 2009 vai jogar no Flamengo (RJ), onde é pouco aproveitado e após ter participado de apenas 2 jogos, tem seu contrato encerrado em 2010.
Em agosto de 2011, após 14 meses de inatividade, e aos 31 anos, Gil recebeu uma proposta para defender a equipe do União de Mogi das Cruzes (SP), para disputar a 4ª divisão do Campeonato Paulista.


domingo, 15 de julho de 2012

CRAQUES DO PASSADO - ALFINETE

Carlos Alberto Dario de Oliveira, o Alfinete, chegou no Corinthians em 1982 vindo do XV de Jaú, time onde começou sua carreira profissional em 1978. Chegou no clube com a difícil tarefa de substituir o veterano ídolo Zé Maria, na lateral-direita.
Sua estréia foi no dia 28 de abril de 1982 contra a Portuguesa de Desportos em jogo válido pela Taça dos Campeões, Torneio que reuniu os 16 maiores clubes do Brasil.
Logo em seu primeiro ano já conquista o Paulistão.
Em 1983 fatura o Bicampeonato Paulista no famoso time da "Democracia Corinthiana".

(Com Hélio Maffia e Daniel González em 1983)

No final de dezembro de 1983 após 107 jogos e 3 gols assinalados, é negociado com a Ponte Preta de Campinas numa transação que envolvia a vinda do goleiro Carlos e do Lateral-direito Édson Boaro para o Timão, e a sua ida juntamente com o atacante Paulo Egídio para o time campineiro.
Na Macaca jogou até 1985, quando teve seu passe negociado com o time catarinense do Joinville.
Em 1987 transferiu-se para o Grêmio (RS), onde conquistou vários títulos, dentre eles 4 Gauchões, 1 Copa do Brasil, e 1 Supercopa do Brasil.
Após passagens por Atlético Mineiro (MG), Ituano (SP), Vila Nova (GO), Grêmio (RS) novamente,e Fluminense (RJ), decide encerrar a carreira aos 33 anos em 1994.
Em 1996 começa sua carreira de treinador, como assistente técnico no XV de Jaú.
Em 2010 assumiu a direção técnica do AA Goiatuba time da segunda divisão goiana, após dirigir 19 outras equipes brasileiras.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

CRAQUES DO PASSADO - ANDRÉ LUÍS DOS SANTOS

O paulistano André Santos começou nas categorias de base do Corinthians. Em 1995 participou da conquista da Copa São Paulo de Juniores .
No mesmo ano fez sua estréia no time principal, mais precisamente em 18 de fevereiro contra o Guarani em Campinas.
Participou ativamente nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil de 1995, ora atuando como zagueiro, ora como lateral.
Em 1997, com a chegada do Banco Excel  no Timão que investiu com vários jogadores de peso, acabou perdendo espaço na equipe, sendo emprestado no segundo semestre para o Grêmio (RS). Mesmo assim somou ao seu currículo a conquista de seu segundo Paulistão, o de 1997.
Em 1998 atuou pela Ponte Preta de Campinas.
Em 1999 retornou ao Corinthians, onde conquistou seu 3º Paulistão, e o Brasileirão no mesmo ano.
Fez sua 135ª e última partida com o manto alvinegro em 9 de outubro de 1999 na vitória por 1 x 0 contra o Paraná (PR) em jogo válido pelo Brasileirão daquele ano.
Em 2000 foi contratado em definitivo pela Ponte preta de Campinas.
Com passagem também pelo futebol Turco, André encerrou sua carreira em 2005.


(Em 1995 ao lado do goleiro Ronaldo)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CRAQUES DO PASSADO - ÂNGELO BONFIETTI "ANGELIM"

Lenda viva do basquetebol brasileiro, o paulistano Ângelo Bonfietti começou sua carreira na Associação Atlética de São Paulo. Baixo para os padrões atuais, media 1,78 m, Angelim destacou-se logo cedo pela agilidade e intimidade com a bola.
Em 1946 transferiu-se para o Corinthians. No ano seguinte já era capitão da equipe, e conquista seu primeiro Campeonato Paulista.
Dono de um arremesso certeiro, foi por 5 vezes cestinha do Paulista de Basquete.


No Timão foram quase 10 anos de dedicação, e inúmeras conquistas, dentre elas, o hepta campeonato Paulista, e a Taça Brasil de 1955.
Entre 1949 e 1956, foi rotineiramente convocado para defender a Seleção brasileira, onde marcou 400 pontos em 48 partidas. Sempre atuando como Capitão da equipe, Angelim disputou 3 Sul-Americanos e 4 Mundiais, além de 2 Olimpíadas (1952 e 1956).
Uma de suas maiores emoções como jogador da Seleção, aconteceu em 1956 durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Melbourne. Segundo relato de Angelim, 

"Estávamos jogando contra o Canadá e o placar marcava 55 a 55. Olhei para o cronometro, faltavam 3 segundos para acabar o jogo e um canadense de 2 metros me marcava. Não tive dúvida, arremessei do meio da quadra, na lateral. O jogo acabou com a minha bola no ar. A cesta valeu e vencemos por 57 a 55"

Em 1954 conquista o vice-campeonato Mundial pela Seleção.
Em 1958, decide parar de jogar, e passa a ser técnico do próprio Corinthians.
Em 2003 foi homenageado pela CBB pela conquista da medalha de prata em 1954.
Angelim faleceu em 2004 aos 78 anos de idade vitimado de câncer.





quinta-feira, 5 de julho de 2012

CORINTHIANS CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2012

Passaram-se 35 anos  desde sua estréia no Torneio Continental em 1977. Apesar de inúmeros títulos conquistados nessas 3 décadas e meia, incluindo-se ai 1 Mundial, 5 Brasileiros, 3 Copas do Brasil, e diversos Paulistões, os adversários descamisados, e popularmente conhecidos como ANTICORINTHIANOS, se valiam do fato de o time nunca ter conquistado uma Taça Libertadores para poderem nos chacotear.


Ontem 4 de julho de 2012, finalmente completamos nosso álbum de títulos, e definitivamente acabamos com o suprimento de combustível que supria a língua ferina e invejosa de nossos adversários.
Diante de quase 40 mil  enlouquecidos e fiéis torcedores , que lotaram o Estádio do Pacaembu, o Timão venceu de forma inconteste, o temido e copeiro time argentino do Boca Juniors por 2 x 0, conquistando o último título importante que faltava em sua extensa galeria de troféus.

(O Capitão Alessandro erguendo o Troféu)

Diga-se de passagem, uma conquista de forma INVICTA, façanha que não ocorria desde 1970 .
Foram 14 partidas, com 8 vitórias, 6 empates, e apenas 4 gols sofridos.
O Corinthians para chegar a esse feito enfrentou o Deportivo Tachira da Venezuela na primeira rodada. A partida realizada em  San Cristóbal terminou empatada em 1 x 1. Na segunda rodada, vitória de 2 x 0 sobre o Nacional do Paraguai no Pacaembu em São Paulo.
Em 14 de março o Timão viajou até o México para enfrentar o Cruz Azul. A partida terminou no 0 x0.
No jogo da volta contra os mexicanos, vitória alvinegra por 1 x 0,  gol de Danilo.
Em 11 de abril o Corinthians foi até o Paraguai, e arrancou um vitória de 1 x 3 contra o Nacional.
No  último jogo da primeira fase, que valeu a liderança do grupo, o Timão ignorou os venezuelanos do Deportivo Tachira, e aplicou uma sonora goleada de 6 x 0.
Nas oitavas de final, o Timão teve pela frente os equatorianos do Emelec. Na primeira partida jogada no Equador, empate em 0 x0. No jogo de volta no Pacaembu, vitória tranquila por 3 x 0, e vaga garantida para a fase seguinte.
Nas quartas de final, o Timão enfrentou o Vasco da Gama. Na primeira partida realizada no Rio de Janeiro, jogo truncado, e empate em 0 x0. Na partida de volta no Pacaembu, com um gol de cabeça aos 42 minutos do segundo tempo do volante Paulinho o Corinthians avançava de fase. Nessa partida o goleiro Cássio foi fundamental ao desviar uma bola aos 17 minutos do segundo tempo, que tinha endereço certo após chute do atacante vascaíno Diego Souza.
Na semifinal, o Corinthians encarou o atual Campeão da Libertadores, o temido Santos FC de Neymar e Ganso.
Contrariando as previsões dos Anticorinthianos de plantão, o Timão foi a Santos, e venceu o time praiano por 0 x 1, com direito a golaço do atacante Emerson.
Na partida de volta, jogando com o regulamento embaixo do braço, o Corinthians garantiu a passagem para a grande final após empate em 1 x 1.
No primeiro jogo da grande final, com a limitação de ingressos, pouco mais de 2300 corinthianos puderam acompanhar a equipe em terras argentinas. Diante do copeiro Boca Juniors, e de sua fanática torcida que lotou as dependências do caldeirão La Bombonera, o Corinthians arrancou um suado empate nos minutos finais da partida. Romarinho, um jovem atacante que estreava na competição, aproveitou um passe açucarado de Emerson, que o colocou cara a cara com o goleiro argentino, para com um toque sutil, encobrir o goleiro adversário e empatar a peleja em 1 x 1.

(Emerson foi o nome do jogo com 2 gols)

Na partida de volta, no Pacaembu, quem vencesse no tempo normal, levava o caneco. Em caso de empate, prorrogação e penalidades, em caso de novo empate.


O Timão que jogava em sua casa, e apoiado por mais de 37 mil loucos, não tomou conhecimento dos argentinos, e com 2 gols de Emerson, levou pela primeira vez para o Parque São Jorge, a tão sonhada e almejada conquista.

Os heróis da campanha foram: 

Goleiros : Cássio,Danilo Fernandes e Julio César
Laterais :  Alessandro, Fábio Santos, Welder e Ramon
Zagueiros : Chicão,  Leandro Castán, Wallace , Marquinhos e Paulo André
Volantes :  Ralf, Paulinho, Willian Arão e  Edenílson
Meias : Alex, Danilo, Ramirez e Douglas
Atacantes :  Jorge Henrique, Emerson, Willian,  Liedson, Romarinho, Elton e Gilsinho
Técnico : Tite


segunda-feira, 2 de julho de 2012

GRANDES ÍDOLOS - WALTER CASAGRANDE JUNIOR

O paulistano Casagrande começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians com o Técnico Cabeção onde logo se destacou como goleador.
Em 1980 já treinava entre os profissionais, mas seu estilo rebelde bateu de frente com o Técnico Brandão, que o dispensou para ser emprestado para outro clube .
Em 1981 defendeu as cores da Caldense (MG). Apesar de desenvolver seu bom futebol no clube mineiro, Casagrande logo foi aprontando, o que ocasionou a rescisão do seu contrato.

(Na Caldense)
De volta ao Corinthians, finalmente fez sua estréia entre os profissionais foi no dia 3 de fevereiro de 1982 contra o Guará (DF) em jogo válido pela Taça de Prata. Logo de cara, Casagrande foi  marcando 4 gols, mostrando-se um atacante com faro de gol.
Nesse mesmo ano conquista seu primeiro Paulistão, além de terminar na frente da artilharia do campeonato com 28 gols.
Em 1º de agosto contra o Palmeiras, Casagrande caiu de vez nas graças da Fiel ao marcar 3 dos 5 gols na goleada contra o arquirrival.
Casão, como passou a ser identificado, formou ao lado de Sócrates, uma das duplas de ataque mais harmônicas da história do clube, tanto dentro como fora de campo.
Altamente politizado, Casão foi ao lado de Sócrates um dos idealizadores da "Democracia Corinthiana" movimento que preconizava a igualdade irrestrita entre todos.


Em 1983 conquista o Bicampeonato Paulista.
Em 1984, ano das "Diretas já", participou ativamente do levante popular que clamava por eleições diretas para Presidente da República. Dentro do campo,atritos  com o então técnico Jorge Vieira fez com que Casagrande acabasse sendo emprestado ao São Paulo FC.
Em 1985 já estava de volta ao Parque São Jorge. Nesse mesmo ano foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira que se preparava para disputar a Copa do Mundo no México.
Na Copa, formou a dupla titular ao lado de Careca nas duas primeiras partidas, mas acabou perdendo o lugar para o ponta Muller.
Pela Seleção foram 19 jogos e 9 gols marcados.
A projeção alcançada durante a Copa fez com que Casão despertasse a atenção de clubes da Europa. No final de 1986 era vendido para o Porto de Portugal.


Em 1987 quando vai para o Ascoli da Itália, é que começa a se destacar no futebol europeu. 
Em 1991 vai para o Torino, onde conquista a Copa da Itália de 1993.

(Na Itália )
Ainda em 1993, com o passe livre na mão, negocia sua volta ao Brasil com o Flamengo (RJ).
No clube carioca fica apenas uma temporada. Em 1994 atendendo o apelo da massa retornou ao Timão, embora por pouco tempo, mas o suficiente para ultrapassar a marca dos 100 gols.


Foram 256 jogos e 103 gols com o manto alvinegro.
Em 1996 encerrou definitivamente sua carreira de jogador, quando atuava pelo time do São Francisco (BA).
Começou a trabalhar como comentarista esportivo nos jogos transmitidos pela Rede Globo, onde logo se destacou com seus comentários pertinentes e sensatos.
Em 2007 após envolver-se num sério acidente automobilístico, ficou publicamente constatado seu envolvimento com drogas pesadas.
Afastou-se da mídia por um bom tempo para poder tratar-se.
Recentemente retornou ao seu posto de comentarista na Rede Globo.

AS PELOTAS DOS CENTENÁRIOS DO CORINTHIANS

Além de todas as glórias já alcançadas em sua centenária trajetória, o Corinthians continua sendo o único time Paulista detentor de 2 Títul...