quarta-feira, 9 de maio de 2012

TÉCNICOS VENCEDORES - JAIR PEREIRA DA SILVA

O carioca Jair Pereira da Silva começou sua carreira no futebol como jogador do Madureira (RJ) em 1966. Passou por alguns clubes, mas foi no Vasco da Gama (RJ) que conquistou seus maiores títulos como jogador, incluindo o Brasileirão de 1974 e o Carioca de 1977.
Como treinador sua carreira teve início no Campo Grande (RJ) em 1981. No mesmo ano foi treinar a Ponte Preta de Campinas.
Após passagens pelo comando da Seleção Brasileira sub-20,  Arábia Saudita, Emirados Árabes,  além do Cruzeiro (MG), Jair chega ao Timão em janeiro de1988. Pega pela frente um Time totalmente desacreditado. Aos poucos vai impondo seus ensinamentos, levando o Corinthians à inusitada final do Paulistão de 1988 contra o Guarani de Campinas de Neto e Evair.
Mesmo sendo o Corinthians, nessa final o time de Parque São Jorge era tido como zebra, já que o Guarani possuía um time superior.
O primeiro jogo no Morumbi acabou empatado em 1 x 1, levando para Campinas a partida decisiva. O Corinthians que já não possuía um elenco respeitável, acabou perdendo o atacante Edmar para a Seleção Brasileira nos jogos decisivos. Coube ao jovem Viola, a façanha de marcar o gol aos 5 minutos do 1º tempo da prorrogação, que garantiu ao Timão o título do Paulistão daquele ano.
Em entrevista à Veja Jair deu a seguinte explicação sobre a decisiva partida:

“Viola era reserva do aspirante, certo? Aí eu peguei ele mais para compor o grupo, conseguir completar o time no treino. Ele foi treinando comigo e eu fui gostando e achando interessante. Aí na semana do título, eu falei para ele: ‘Você se prepara porque você vai ser titular’. Uma semana antes, ele já sabia que ia jogar. Então ele se preparou. O Edmar, centroavante titular, tinha ido para a Seleção e eu comentei com o Viola: ‘O Edmar está na dele, quer jogar na Europa, é a sua chance’. Eu aproveitei para abrir as portas dos treinos nos últimos dias, enquanto o Guarani fazia treinos secretos. Viola sentiu ali o carinho da torcida, e o time como um todo ganhou confiança. Afinal, com toda a sinceridade, o nosso time era talvez a quarta força daquele campeonato. São Paulo, Guarani e Portuguesa tinham times muito bons. E conseguimos ir à final. No segundo jogo, o Guarani do Neto, do Evair, do Boiadeiro, do João Paulo jogava pelo empate. No final do jogo, eu pensei que precisava colocar o time mais ofensivo com três atacantes. O ataque ficou Paulinho Carioca de um lado, Paulinho Gaúcho do outro e o Viola no meio. Aí o Wilson Mano deu aquele chute que ia para fora, o Viola meteu um carrinho e fez o gol. O detalhe na comemoração é que ele estava com duas camisas. Deu uma para a torcida e ficou com a outra. Quer dizer, além de predestinado, ele estava realmente preparado pois a gente vinha conversando há uma semana.”


Com essa façanha alcançada, Jair Pereira caiu nas graças da torcida, despertando o ciúme do então Presidente Corinthiano Vicente Matheus, que incomodado com o sucesso do treinador, acabou demitindo-o.


Em 1994 Jair retornou ao Timão, e conquistou o vice-campeonato Brasileiro.
No total, dirigiu a equipe em 79 jogos.
Em seu currículo leva ainda as seguintes conquistas como treinador:
Campeão Paraense com o Paysandu em 1982
Campeão Mineiro de 1987 com o Cruzeiro
Bicampeão Mineiro com o Atlético em 1989 e 1991
Campeão da Copa do Brasil de 1990 com o Flamengo
Campeão Carioca de 1994 com o Vasco da Gama
Bicampeão da Copa Espanha com o Atlético de Madri em 1991/92
Campeão Cearense com o Fortaleza em 2005

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