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GRANDES ÍDOLOS - GAMARRA

Considerados por muitos como um dos maiores zagueiros da História do Clube ao lado de Domingos da Guia, Carlos Alberto Gamarra disputou relativamente poucas partidas pelo Timão, 80 no total, mas o suficiente para deixar seu nome gravado na memória da fiel torcida .
Gamarra iniciou sua carreira no time paraguaio 30 de Agosto onde jogava na posição de volante. Em 1991, aos 20 anos de idade vai para o Cerro Porteño do Paraguai. Nessa época o time era dirigido pelo brasileiro Paulo César Carpegiani, que colocou o jogador  para atuar como zagueiro do time. A posição caiu como uma luva para o jovem jogador, que começou a se destacar na equipe. Após conquistar o título paraguaio de 1992, Gamarra tentar a sorte  no Independente da Argentina, mas após 9 meses, estava de volta ao Cerro Porteño, onde ganhou mais um campeonato nacional, o de  1994.  Em 1995, através de seu procurador, foi oferecido a vários clubes brasileiros, mas devido a sua baixa estatura para a posição de zagueiro (Gamarra mede 1,80m) acabou sendo preterido por quase todos os clubes, menos pelo Internacional de Porto Alegre, que o contratou. Na equipe gaúcha faturou sua primeira Bola de Prata como melhor zagueiro do Brasileirão de 1996. No ano seguinte sagra-se Campeão Gaúcho. Em 1997, seduzido pela ideia de jogar na Europa, além do ótimo salário oferecido, transfere-se para o Benfica de Portugal. Apesar do ótimo ambiente no clube português, Gamarra não alcançou a projeção esperada no cenário Europeu, o que foi decisivo para aceitar a proposta do Corinthians em retornar ao Brasil. Sua estréia no Timão foi contra a Ponte Preta de Campinas no dia 2 de março de 1998, e o jogo terminou empatado em 1 x 1, sendo que o tento alvinegro foi assinalado pelo zagueiro estreante. No meio do ano, foi disputar a Copa do Mundo da França, onde chegou até as oitavas-de-final com a Seleção Paraguaia, sem cometer sequer uma infração. Graças a sua atuação, foi escolhido como o melhor zagueiro da Copa. De volta ao Corinthians para a disputa do Brasileirão, Gamarra,  agora com a tarja de capitão, participa das primeiras 4 partidas do Campeonato sem cometer uma única falta, que juntadas com as 4 partidas da Copa, perfazem a absurda marca de 724 minutos de jogo limpo. Ao final do ano conquista seu primeiro Brasileirão  e mais uma Bola de Prata. Em 1999 conquista o Campeonato Paulista. Na metade do ano, transfere-se para o Atlético de Madrid, revivendo o sonho de vencer na Europa, mas do banco de reservas assiste o fraco time madrilenho  ser rebaixado para a segunda divisão espanhola. Frustrado com o novo fracasso em terras europeias, decide retornar ao Brasil, e ao Corinthians, mas acaba assinando com o Flamengo (RJ). No time carioca conquista o Campeonato Estadual de 2001, mas o habitual calote rubro negro, faz com que Gamarra aceite a proposta de jogar na Grécia. No AEK, time grego, volta a jogar seu grande futebol, sendo eleito o melhor zagueiro do campeonato grego, chamando a atenção dos italianos da Internazionale de Milão, que o contratam  em 2002. No mesmo ano disputa sua segunda Copa do Mundo. Em 2005 seu último ano na Internazionale, conquista a Copa da Itália. De volta ao Brasil  assina com o Palmeiras por uma temporada . Em 2006, aos 35 anos disputa sua última Copa do Mundo na Alemanha, tendo a infelicidade de marcar um gol contra que acabaria eliminando seu País prematuramente da competição.
Em 2006, Gamarra ainda jogaria uma temporada no time grego do Ethnikos antes de encerrar sua carreira no time paraguaio do Olímpia em 2007.




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