sábado, 18 de setembro de 2010

GRANDES ÍDOLOS - DINO SANI

O paulistano Dino Sani começou sua carreira no futebol em 1944 aos 12 anos nos infantis do Palmeiras. Cinco anos após já estreava entre os profissionais. Ladeado por craques da época como Waldemar Fiúme e Jair da Rosa Pinto, Dino Sani, ainda muito novo e talvez intimidado com a presença dos craques, não conseguiu mostrar de imediato todo seu potencial.
Emprestado ao XV de Jaú em 1950, conquistou seu primeiro campeonato, o de Campeão Paulista da série B.
Em 1952 foi emprestado ao Nacional (SP) onde permaneceu até 1953. Nessa época seu futebol clássico começou a ser notado, despertando interesse do São Paulo FC, que acabou comprando seu passe em 1954 junto ao Palmeiras.
No São Paulo, Dino Sani teve a difícil missão de substituir um dos maiores ídolos do clube, o volante Bauer.
No início, atuou como meia-direita, e depois como meia-esquerda, servindo os atacantes do time. Quando foi escalado como volante, Dino Sani encontrou sua verdadeira posição, vindo a se tornar um dos maiores de sua posição no mundo.
Em 1958 disputou a Copa do Mundo na Suécia, sagrando-se Campeão Mundial com a Seleção Brasileira.
Quando retornou da Copa para o São Paulo FC, recebeu inúmeras ofertas de transferência, indo então em 1959 para o Boca Juniors da Argentina.
Em 1961 foi jogar na Itália, mais precisamente no Milan, onde disputou 78 jogos, marcou 20 gols, e conquistou o Scudetto Italiano de 1961/1962 e a Copa dos Campeões da Europa de 1963.
No final de 1964 decidiu que estava na hora de retornar ao Brasil, influenciado principalmente pelo frio europeu que dificultava na reabilitação de suas seguidas contusões musculares.
Em 1965, aos 33 anos, e de volta ao seu País, Dino Sani resolve escolher o Timão como sua nova casa.
Sua estréia com a camisa alvinegra  no dia 13 de janeiro, coincidiu com a estréia de um garoto  chamado  Rivellino ,e que viria a ser um dos maiores ídolos da história corinthiana.
No Timão, Dino Sani não conseguiu nenhum título importante, mas jogou o suficiente, e bem, para entra na história do clube como um dos maiores volantes que já jogaram no Corinthians
 Segundo Dino Sani, ele foi contratado pelo Corinthians para ajudar no lançamento de um futuro craque que vinha do terrão,e  que embora talentoso, era também muito rebelde, seu nome Roberto Rivellino.
No jogo em que o Corinthians quebrou o tabu contra o Santos em 6 de março de 1968 ao vencer a partida por 2 x 0, Dino Sani estava presente no banco de suplentes, mas não entrou em campo nesse dia.
Em novembro de 1968, após 116 jogos e 32 gols, encerrou sua carreira vitoriosa como jogador.
Em 1969, a convite de Oswaldo Brandão, decide aceitar o cargo de treinador do próprio Corinthians, um desafio sabido , e assombrado por um jejum de 14 anos sem títulos
Substituindo Aymoré Moreira, Dino Sani não conseguiu quebrar o jejum , mas pode se gabar do feito de estar no comando da equipe que goleou por 4 x 1  o poderoso Santos de Pelé no Torneio Robertão de 1969, e que se não fosse a ajuda do  árbitro Aírton Vieira de Moraes que anulou 4 gols do Timão, a goleada poderia ter entrado para a história .
Dino Sani permaneceria na direção do time até 1970, quando após derrotas seguidas para Portuguesa e São Paulo no 2º turno do Paulistão daquele ano, acaba sendo destituído do cargo.
Em 1971 foi para o Internacional (RS), onde conquistou o Tricampeonato Gaúcho de 1971/72/73, e revelou craques como Paulo Roberto Falcão e Paulo César Carpegiani entre outros.
Em 1975 voltou ao Timão assumindo o cargo em substituição ao Técnico Sílvio Pirilo, mas infelizmente não conseguiu encerrar o jejum que já se encaminhava para seu 21º ano, ficando apenas na 4ª colocação no Paulistão daquele ano.
Esta seria sua última passagem pelo clube com técnico, que dirigiu em 121 oportunidades, conquistando 54 vitórias, 38 empates, e sofrendo 29 derrotas.
Como treinador ainda conquistou o bicampeonato uruguaio de 1978/1979 dirigindo o time do Peñarol.






(Em 1966 com Garrincha)



(Em 1965 disputando uma bola com Pelé e Eduardo, sob o olhar de Rivellino)

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